Author Archives: mda

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Campanha Proteja e salve vidas!

Nesta quinta-feira, dia 30 de abril, serão distribuídas 371 cestas de alimentos agroecológicos para famílias em situação de vulnerabilidade social nas cidades de Erechim, Barão de Cotegipe, Erebango e Passo Fundo, no norte do Rio Grande do Sul. A ação é organizada pelo Cetap (Centro de Tecnologias Alternativas Populares) e conta com a participação da BB Seguros e o banco BV, empresas do conglomerado Banco do Brasil, além da cooperativa de crédito COOPERFORTE, que destinaram recursos à Fundação Banco do Brasil para apoiar ações de assistência social, prevenção e combate ao novo coronavírus COVID-19. Também integram essa ação outras organizações, cooperativas e movimentos populares locais.

Os alimentos foram fornecidos por grupos de agricultores agroecológicos da nossa região e empreendimentos ligados a “Rede Ecoforte – valorização e uso da sociobiodiversidade e novas dinâmicas de comercialização”, que visa o fortalecimento e a ampliação das redes, cooperativas e organizações de agroecologia, extrativismo e produção orgânica. A Fundação Banco do Brasil continua recebendo doações para apoiar ações de prevenção e combate ao novo coronavírus. Informações no site https://coronavirus.fbb.org.br

Serão entregues 105 cestas de alimentos agroecológicos para associações de recicladores em Erechim, mais 21 cestas na comunidade indígena em Erebango/Getúlio Vargas e 95 para famílias em bairros de Barão de Cotegipe. A entrega das cestas está prevista para iniciar às 13h, na Associação de Recicladores  Reciclando pela Vida, em Erechim, seguindo para as demais associações e bairros.

Já em Passo Fundo, serão distribuídas 150 cestas de alimentos agroecológicos para famílias em situação de vulnerabilidade social. Serão entregues 100 cestas para a Secretaria de Cidadania e Assistência Social de Passo Fundo distribuir para a população assistida nos CRAS do município e mais 50 cestas para a Fundação Beneficente Lucas Araújo. As cestas destinadas à Semcas serão entregues no CRAS VI, situado na Rua Israel Bonna, 78 – Bairro Integração, com horário de início previsto para às 8h30min. Já na Fundação Beneficente Lucas Araújo, a entrega das cestas está prevista para às 10h, na Rua General Daltro Filho, 594.

Outras informações também podem ser solicitadas pelo email comunica@cetap.org.br.


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COMUNICADO – Suspensão de atividades e medidas de enfrentamento à Pandemia do Coronavírus

O Centro de Tecnologias Alternativas Populares (CETAP) comunica que estão suspensas suas atividades coletivas, em cumprimento aos decretos estaduais e municipais de situação de emergência, que estabelecem a proibição de abertura e funcionamento de quaisquer estabelecimentos comerciais e de serviços não considerados essenciais.

A decisão foi tomada a partir da orientação do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS) de evitar aglomerações. Embora mantendo os procedimentos de prevenção e proteção em nossos espaços de trabalho, a diminuição da quantidade de pessoas convivendo nos mesmos ambientes é a forma mais efetiva de evitar a disseminação e aumento gradativo do número de casos. Nos somamos, assim, ao esforço para que a pandemia continue num nível que possa ser tratada pelo sistema de saúde, diminuindo seu impacto para a população mais vulnerável. Mais do que aumentarmos nossa imunidade, precisamos agir para diminuir as possibilidades de contágio.

A coordenação do CETAP está readequando o planejamento para que atividades e tarefas possam ser desenvolvidas de forma remota, na modalidade de home office, por sua equipe técnica e administrativa. Essa suspensão não tem prazo definido, sendo que a instituição seguirá com o acompanhamento diário da situação durante esse período, aguardando novas determinações dos órgãos competentes e retornará suas atividades normais assim que possível e autorizado pelas autoridades.


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Encontro promove a articulação dos grupos acompanhados pelo Cetap na Cadeia das Frutas Nativas

A atividade realizada no dia 5 de março de 2020, no Parque de Rodeios de Vacaria/RS, teve como objetivo discutir a produção e comercialização de frutas nativas nas regiões dos Campos de Cima da Serra, Altos da Serra, Planalto e Alto Uruguai do Rio Grande do Sul e contribuir na organização e planejamento da Cadeia Solidária das Frutas Nativas, na perspectiva de complementariedade entre as regiões.

Participaram do encontro 53 pessoas, entre agricultores ecologistas, representantes de empreendimentos da área da alimentação, sindicatos, prefeituras, UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), SEMA (Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura do RS), organizações apoiadoras, além da equipe técnica do CETAP (Centro de Tecnologias Alternativas Populares). Essa diversidade possibilitou uma grande troca de experiências e a melhor compreensão sobre o funcionamento e abrangência da Cadeia Solidária das Frutas Nativas.

Inicialmente aconteceu uma contextualização e retomada de importantes momentos históricos na caminhada da agroecologia no estado do Rio Grande do Sul. Destacou-se o envolvimento de diferentes atores e do poder público no estímulo da produção e da valorização das frutas nativas, além das experimentações e desenvolvimento de novos produtos, que contribuíram na divulgação e agregação de valor para toda a cadeia produtiva.

Milena Murta, Coordenadora de Responsabilidade Social da Brookfield no Brasil, empresa que mantém um projeto em parceria com o CETAP na região, reforçou o apoio da organização a iniciativas que visam o desenvolvimento local e o fortalecimento da agroecologia como estratégia de geração de renda. A equipe da Brookfield esteve reunida, no dia anterior, para avaliação e monitoramento das ações desenvolvidas, o que incluiu uma série de visitas na região.

Em seguida, os participantes foram divididos em grupos, onde cada região de atuação do CETAP conversou sobre a produção e o processamento de produtos nos grupos agroecológicos. Foram identificados os volumes produzidos, desafios e potencial de ampliação da cadeia produtiva. Os representantes das entidades, como sindicatos, organizações de assessoria técnica, UFRGS e SEMA também avaliaram sua atuação na animação e articulação da Cadeia das Frutas Nativas.

Nesse contexto de processamento e comercialização, o empreendimento Encontro de Sabores foi destacado como responsável por articular muitas das ações de planejamento da produção, beneficiamento, estocagem e interlocução entre produtores e consumidores. Durante o encontro também foram abordados alguns encaminhamentos relacionados a gestão de vendas, como definição da política de preços para todos os envolvidos na cadeia produtiva, até o consumidor final. Mereceu destaque a ampliação da capacidade de estoque de produtos neste ano de 2020, que ultrapassou 20 toneladas. A estratégia é reduzir os riscos e custos, armazenando a produção de forma descentralizada.

A equipe técnica do CETAP reforçou o compromisso de qualificar os produtores com oficinas de boas práticas, para garantir os processos corretos de coleta das frutas, despolpa, manuseio e armazenamento. Todos os envolvidos nessa cadeia precisam ter o conhecimento das boas práticas e estarem comprometidos com as normas e orientações técnicas para manter o padrão dos produtos. Para o próximo período estão previstos eventos de divulgação e rodadas de negócios, especialmente com empreendimentos ligados ao turismo e gastronomia, além da busca de novas parcerias que potencializem a valorização e comercialização das frutas nativas.



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Agricultores realizam intercâmbio para conhecer variedades e diferentes usos de bambus

Um grupo de agricultores envolvidos na produção orgânica de alimentos em Aratiba e Erechim, além de integrantes da secretaria da agricultura de Aratiba/RS realizaram uma visita na unidade de produção de Jovania e Gilson Giombelli, no interior do município de Seara/SC. O casal é vinculado à Rede Ecovida de Agroecologia, com produção orgânica e também integra um grupo de agricultores que trabalham com bambus, pesquisando variedades e usos para a planta.

A família dispõe em sua propriedade de diferentes variedades de bambus e o intercâmbio abordou suas características específicas e adaptabilidade para diferentes regiões. Os participantes também puderam conferir diferentes finalidades e utilidades do bambu, tanto como barreira vegetal e quebra-vento, como seu uso na alimentação, construção, artesanato, móveis e instrumentos musicais. A atividade, realizada no dia 29 de fevereiro de 2020, também abordou as formas de tratamentos a serem feitos no bambu e as melhores épocas de colheita – entre maio e agosto, durante a lua minguante – para conseguir uma maior vida útil.


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Intercâmbio de agricultores sobre cultivo de morango orgânico

A equipe técnica do Cetap organizou um intercâmbio entre agricultores das regiões Planalto e Altos da Serra com o objetivo de conhecer diferentes formas de produção e esclarecer dúvidas em relação ao cultivo agroecológico de morangos.

A demanda partiu de agricultores dos municípios de Marau e Água Santa, sendo que depois também se somaram agricultores de Sananduva. O grupo visitou propriedades em Ipê e Antônio Prado, na região da serra gaúcha, no dia 6 de fevereiro de 2020.

Na propriedade do agricultor Marcos Luciano Mosquer, em Ipê/RS, onde toda a produção é orgânica e certificada, foi possível conhecer o cultivo de morango em calhas, que possibilita o preparo do substrato na propriedade, facilitando o cultivo orgânico. No mesmo local os agricultores também puderam observar e conversar sobre os cultivos de tomate, rabanete e amora preta. Já na propriedade da família de Davi Botesini, em Antônio Prado/RS, o grupo conheceu o cultivo de morango em canteiros suspensos, além da produção de uva orgânica. Durante o dia os agricultores ainda puderam conhecer o Centro Ecológico e a Econativa, cooperativa que tem importante contribuição na comercialização destes produtos.


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Seminário sobre abelhas sem ferrão incentiva a ampliação de meliponários em Aratiba

No dia 25 de janeiro aconteceu o 1º Seminário Microrregional sobre Abelhas sem Ferrão de Aratiba/RS. A atividade iniciou na praça central com a inauguração do Meliponário Municipal. Essa iniciativa busca promover a divulgação das espécies de abelha sem ferrão nativas do Rio Grande do Sul, constituindo-se como um espaço didático e de informação aberto para toda a comunidade, em especial, para as crianças e estudantes do município. Inicialmente o meliponário conta com sete espécies de abelhas nativas sem ferrão.

Em seguida, os participantes foram para a comunidade de Encruzilhada da Várzea, onde participaram de uma palestra com a doutoranda da PUC/RS, Jenifer Dias Ramos, que falou sobre o declínio da população de abelhas e o uso de agrotóxicos. “Este é um projeto de extrema importância para o município de Aratiba. É uma alternativa sustentável para quem deseja investir neste segmento do mel, acreditamos ser mais uma fonte de renda para os nossos agricultores, além de estar ajudando a preservar essas espécies de abelhas sem ferrão”, destacou o prefeito de Aratiba Guilherme Eugênio Granzotto.

A criação de abelhas sem ferrão acontece há vários anos na região, sendo que o projeto de incentivo à produção de alimentos agroecológicos, desenvolvido em Aratiba, tem potencializado e difundido essa cultura. “Temos uma parceria entre as organizações do município e a Prefeitura Municipal para fortalecer esse trabalho. Temos consciência que não há como discutir a sobrevivência da agricultura familiar e orgânica sem pensar em tudo o que faz parte deste universo, como as abelhas, por exemplo”, explicou o coordenador Técnico do CETAP, Edson Klein.

Após a palestra, aconteceu uma visita na propriedade de Alysson Fiorini. Ele conta que resolveu criar abelhas sem ferrão incentivado pelas visitas técnicas do CETAP, que capacitou os agricultores para a atividade. “Achei interessante e hoje já estou com 15 espécies de abelhas sem ferrão. Nos próximos anos, pretendo ampliar o número de enxames”, destacou Fiorini. Na propriedade, além de conhecer o manejo das abelhas, aconteceram oficinas sobre a elaboração de iscas e captura, identificação e divisão de enxames com a realeira, assessoradas pela equipe técnica do CETAP. Uma degustação de vários tipos de mel das meliponíneas, como são denominadas cientificamente as abelhas sem ferrão, marcou o encerramento do Seminário.



* Com informações e fotos da Prefeitura Municipal de Aratiba/RS


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Atividades nas feiras ecológicas de Passo Fundo abordam a luta pela autonomia e liberdade das mulheres

A campanha “Tod_s pela Equidade de Gênero” foi tema de ações em duas feiras ecológicas que acontecem na cidade de Passo Fundo/RS, uma localizada na Praça Irmã Maria Catarina, que existe há mais 20 anos e conta com a circulação de mais de 1.000 consumidores a cada edição e outra localizada na Praça Capitão Jovino, na Vila Rodrigues, que funciona há mais de um ano, tendo cerca de 100 consumidores a cada sábado.

A campanha promovida pelo Cetap, em parceria com a Rede Terra do Futuro – Framtidsjorden, aborda a temática da violência contra as mulheres e também a necessidade de defendermos a equidade de gênero. Quando usamos o termo igualdade, partimos do princípio que devemos tratar todos iguais. Mas é importante entender que não somos todos iguais, precisamos ampliar nossa compreensão sobre a pluralidade e a diversidade. O conceito de igualdade tende a uma padronização, homogeneização, o que não atende as necessidades do nosso momento histórico, por isso é importante debater e entender o significado de diversidade, equidade, valorização e equiparação. Ao destacarmos que somos tod_s pela equidade de gênero, estamos falando de justiça, de oportunidades iguais, independentemente do gênero.

Foram realizadas intervenções em quatro momentos, nos quais foram distribuídos adesivos, folhetos e expostos banners da campanha. Vale ressaltar que a receptividade dos feirantes e consumidores foi muito positiva, com vários relatos que mostram ser imprescindível que essas temáticas sejam pautadas e debatidas nos ambientes em que a agroecologia está sendo exercida.


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Tod_s pela equidade de gênero

Nosso corpo, nossa vida, nossa luta!

De acordo com a divisão sexual do trabalho, aos homens é destinada a esfera produtiva, na qual os trabalhos realizados são valorizados e remunerados (ou geradores de renda) e, às mulheres, é destinada a esfera reprodutiva, em que o trabalho realizado não gera renda e, portanto, não é valorizado. Dois princípios organizam esta forma de divisão social do trabalho: o princípio da separação, que afirma que existem trabalhos de homens e trabalhos de mulheres; e o princípio de hierarquização, a partir do qual o trabalho do homem “vale” mais do que o trabalho de mulher.

Em nossa sociedade, muitas vezes as esferas produtiva e reprodutiva se organizam em espaços diferentes, sendo a esfera reprodutiva o espaço da casa e a esfera produtiva o espaço fora de casa, na qual se realiza o trabalho remunerado (fábrica, escritório, comércio, banco, etc.). Mesmo na agricultura familiar, onde é mais difícil separar o que se produz para vender no mercado ou para o consumo da família, há uma separação entre a roça e o quintal ou entre a casa e o roçado.

Modelo patriarcal de família

No meio rural, o modelo patriarcal de família é bastante marcado e se organiza dentro de uma hierarquia de gênero e geração centrada no poder dos homens sobre as mulheres, filhos e filhas. Na agricultura familiar encontramos frequentemente situações que denotam a prevalência uma visão homogênea da unidade familiar, baseada na ideia de que o homem representa o interesse de todos os seus membros, como se todos tivessem os mesmos interesses. Essa forma de ver o mundo contribui para a desvalorização do papel econômico do trabalho das mulheres na família. Ou seja, é um modelo definido a partir do poder do homem e pela divisão do trabalho.

Quem controla sozinho o dinheiro não costuma consultar, nem escutar todos os membros da família quando vai tomar uma decisão. Quem não tem seu próprio dinheiro tende a obedecer, a se submeter. Ao contrário, quem tem o seu próprio dinheiro pode ser independente, pode definir os rumos da própria vida, alcançar sua autonomia e colocar suas decisões em prática.

Precisamos reconhecer e valorizar todas as formas de trabalho

Para que todas as mulheres tenham autonomia econômica é preciso construir uma sociedade na qual o trabalho – em todas suas formas – seja reconhecido e valorizado. No sistema capitalista, essa é uma luta permanente, que começa dentro da própria família e da comunidade, com a reorganização do trabalho doméstico e de cuidados, para que a responsabilidade por este trabalho seja compartilhada entre homens e mulheres.

Então, promover a autonomia econômica das mulheres, implica em um primeiro momento, compreender como a sobrecarga com a responsabilidade do trabalho doméstico e de cuidados resulta em desigualdade entre mulheres e homens, para que as alternativas postas em prática apontem para a superação da divisão sexual do trabalho.

Muitas feiras agroecológicas são organizadas por grupos de agricultoras, algumas em conjunto com coletivos de consumidores com base em princípios da economia solidária. As agricultoras envolvidas nestes processos atribuem valor e reconhecimento aos produtos que produzem, trazendo para a cidade uma maior variedade de alimentos e encontrando mercado para produtos que elas nem imaginavam que tivessem preço, como nas plantas conhecidas como PANC (plantas alimentícias não convencionais). A valorização dos produtos expressa a valorização de seu trabalho e, por fim, delas mesmas.

A agroecologia e a autonomia econômica das mulheres

Então, para as mulheres do campo, da floresta e das águas a garantia do direito à terra é bandeira de luta central, que cumpre uma dupla missão: primeiro a de romper com as desigualdades da concentração de terra no nosso país, para a produção de alimentos saudáveis; segundo a de superar o machismo e o racismo que desvalorizam e desconsideram o papel exercido pelas mulheres no trabalho produtivo e reprodutivo.

A agroecologia faz parte da vida das mulheres há muito tempo, mesmo antes de usarem esse nome. Elas sempre produziram alimentos saudáveis, sem venenos e adubos químicos, com insumos produzidos na propriedade, utilizando sementes crioulas, com muita diversidade, fazendo troca de alimentos e mudas com as vizinhas, buscando melhoria da qualidade de vida de todas(os).

Acreditamos que a agroecologia pode ser um caminho para envolver toda a sociedade em uma nova forma de pensar sobre o alimento, como resposta à busca por uma vida mais saudável e mais justa, fortalecendo feiras e redes de comercialização que permitam o acesso a alimento livre de veneno e promovam a autonomia econômica das mulheres.


Fonte: Cadernos de debates: desenvolvimento sustentável na perspectiva das mulheres do campo, da floresta e das águas. Publicação da Secretaria de Mulheres Trabalhadoras Rurais Agricultoras Familiares (Contag)


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Alunos visitam meliponicultor para conhecer características e importância das abelhas sem ferrão

A Escola Municipal de Educação Infantil Pingo de Gente, de Aratiba/RS, realizou um trabalho especial no dia 28 de novembro, envolvendo as crianças que estudam nos turnos matutino e vespertino. Os alunos realizaram uma visita na Comunidade Encruzilhada da Várzea, na unidade do agricultor Jacob Agazzi, que trabalha com abelhas nativas sem ferrão, onde puderam conhecer melhor o manejo e as características dessas abelhas.

A atividade faz parte do trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Cetap na região, que tem como tema “Sem abelhas, sem alimentos”, que busca apresentar a importância das abelhas para a produção de alimentos, especialmente nessa região, grande produtora de frutas orgânicas. Além da equipe técnica do Cetap, o agricultor Paulo Lunkes ajudou na condução das atividades que aconteceram com dois grupos, um de manhã e outro de tarde, totalizando mais de 100 crianças.


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Campanha pela Equidade de Gênero na Feira Ecológica de Sananduva

A Feira Ecológica de Sananduva/RS pautou em suas últimas edições, aos sábados, a luta pela autonomia e liberdade das mulheres, com a campanha “Tod_s pela Equidade de Gênero”. A campanha promovida pelo Cetap, em parceria com a Rede Terra do Futuro – Framtidsjorden, aborda a temática da violência contra as mulheres e também a necessidade de defendermos a equidade de gênero, provocando para o diálogo sobre diversidade, valorização e equiparação de oportunidades.

A Feira Ecológica de Sananduva existe há mais de 20 anos, abastecendo a cidade com alimentos de qualidade, frescos e locais. A cada edição, mais de 150 pessoas circulam por suas bancas. Nos dias da campanha, os feirantes utilizaram e distribuíram adesivos abordando o tema e também expuseram um banner, convidando os consumidores a conversar sobre o assunto.

Lutar pela autonomia e liberdade das mulheres significa defender que as decisões sobre os rumos de suas vidas sejam tomadas por elas próprias, considerando as expectativas sociais, mas, ao mesmo tempo, decidindo por sua própria avaliação, o que é melhor fazer a cada situação que a vida apresenta.


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