Seminário de Agroecologia debate impactos da emergência climática na produção de alimentos

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Seminário de Agroecologia debate impactos da emergência climática na produção de alimentos

VII Seminário de Agroecologia do Alto Uruguai (SAAU) aconteceu de 11 a 13 de junho, em Erechim/RS

Promovido pelo Núcleo de Agroecologia do Alto Uruguai (NAAU), o seminário teve como tema “Agroecologia e produção de alimentos: enfrentando a emergência climática”. O NAAU é composto por organizações como o Centro de Tecnologias Alternativas Populares (CETAP), a Fundação de Diaconia Luterana (CAPA/FLD), a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), a Universidade Estadual do RS (UERGS), o Instituto Federal  RS (IFRS) e a URI Erechim.

A abertura do Seminário foi na quinta-feira, dia 11, e contou com a presença de representantes das entidades organizadoras e também apoiadoras do evento, como a Cecafes, a Sutraf Alto Uruguai, a Cresol e a Fundação Banco do Brasil. A coordenação do NAAU destacou a importância de debater este tema neste momento e também o empenho coletivo para a organização do evento. Edson Klein falou em nome do CETAP, destacando o trabalho realizado por famílias agricultoras agroecologistas na região Alto Uruguai, especialmente na produção e na comercialização de alimentos, reforçando que a atuação conjunta das organizações presentes valoriza esta trajetória e potencializa a adesão de novas famílias.

Na sequência, aconteceu o primeiro painel, com o tema “Dinâmicas Climáticas no Alto Uruguai: impactos socioeconômicos e ambientais”, com a professora Zenicléia Angelita Deggerone (UERGS). Foram apresentados dados sobre a produção agrícola na região, relacionando as informações com as alterações climáticas registradas no mesmo período, demonstrando impactos relevantes na produção de alimentos.

Já Marcos Kazmierczak, pesquisador que também atua na Defesa Civil do Rio Grande do Sul, durante o painel “Cenários climáticos para a produção de alimentos”, trouxe para o debate uma perspectiva desafiadora, apresentando análises de pesquisas que demonstram como o aquecimento do planeta está numa trajetória de crescimento perigosa. Ele relacionou os dados com a ação humana, especialmente neste último século, e reforçou que se não houver uma mudança drástica neste sentido, teremos uma grande diminuição na produção de alimentos, pois cada grau a mais de aquecimento no planeta interfere diretamente na germinação e na produtividade de alimentos. Foram citados como exemplos diferentes tipos de grãos, muitos dos quais cultivados na nossa região e componentes importantes da nossa base alimentar.

Na parte da noite aconteceram apresentações de mais de 60 comunicações, previamente inscritas, de trabalhos acadêmicos e experiências práticas desenvolvidas na área da agroecologia. A atividade aconteceu simultaneamente em seis salas de aula da UERGS, envolvendo participantes de diferentes municípios da região. A Comissão Científica do Seminário de Agroecologia irá produzir uma publicação com os resumos de todas as comunicações apresentadas, este material será disponibilizado para as entidades organizadoras do evento, para posterior divulgação.

O seminário seguiu com atividades na sexta feira de manhã, com os painéis “Produção de alimentos em Sistemas Agroflorestais – resiliência e adaptação em contextos de emergência climática”, com a presença de Antônio Carlos Leite de Borba (Emater/RS) e “SPDH+ e a transição produtiva – construção de sistemas alimentares resilientes e sustentáveis”, com Jamil Abdalla Fayad (Epagri/SC). No turno da tarde aconteceram os painéis “Homeopatia na produção de alimentos”, com Vitor Hugo Hollas e Flávia Comiran (Capa/FLD) e “Práticas Integrativas e Agroecologia – interfaces entre saúde, ambiente e sustentabilidade”, com Rosaura Berti e Altemir Berti. A partir das 16h também iniciou a Feira Jovem da Cooperativa Nossa Terra.

O 4º Encontro sobre Abelhas Nativas Sem Ferrão do Alto Uruguai, realizado no sábado, encerrou a programação do Seminário. A atividade reuniu mais de 70 pessoas para debater sobre a importância das abelhas na polinização e também perspectivas de geração de renda com meliprodutos.


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