Consumo humano, dessedentação animal e irrigação são alguns dos usos básicos que garantem a manutenção da vida no planeta. Os corpos hídricos como nascentes, vertentes e córregos cumprem fundamental função na segurança e soberania hídrica, tanto no espaço rural, como no urbano. Para que as nascentes permaneçam fortes e com água de qualidade é importante que existam condições que permitam sua infiltração e posterior armazenamento temporário nas vertentes.
Na natureza quem faz esse papel são os seres vegetais, principalmente as árvores. É através de suas grandes e complexas raízes que a água pode encontrar espaços no solo e penetrar nas camadas mais profundas sendo, ao mesmo tempo, filtrada e eventualmente armazenada nos lençóis freáticos e aquíferos. O uso de espécies nativas adaptadas às regiões no entorno das nascentes, conhecida como mata ciliar, tende a ampliar o grau de ecologização e biodiversidade da propriedade, ocupando diferentes estratos e atraindo polinizadores, aves e fauna.
Portanto, proteger as vertentes com vegetação é plantar água. A escassez hídrica é um dos grandes desafios para as próximas gerações, evidenciando os riscos das mudanças climáticas. Por isso, o CETAP atua na promoção, conservação e potencialização do uso da água, buscando soluções versáteis, acessíveis e pedagógicas, mas também práticas que ofereçam alternativas imediatas para ampliar e melhorar o acesso à água, além da recuperação de áreas degradadas. Recuperação de fontes de água e revitalização de nascentes são ideias que melhoram o mundo.

A prática da compostagem é uma das melhores opções para a gestão de resíduos orgânicos, ao mesmo tempo em que reduz os impactos ambientais. A compostagem é o processo natural de decomposição da matéria orgânica que ajuda a melhorar a qualidade do solo. É considerada uma técnica de reciclagem do lixo orgânico, onde o adubo (composto) gerado pode ser usado na agricultura ou em jardins e plantas.
A compostagem adequada de restos de alimentos pode reduzir a dependência de fertilizantes químicos, ajudar a recuperar a fertilidade do solo e melhorar a retenção de água e a entrega de nutrientes às plantas. Além disso, ao reduzir o desperdício de alimentos, a técnica também ajuda a reduzir as emissões de gases de efeito estufa que afetam a mudança climática.
O lixo orgânico, muitas vezes, é descartado em lixões, ruas, rios e matas, poluindo o meio ambiente, além disso, o acúmulo de resíduos orgânicos a céu aberto favorece o desenvolvimento de bactérias, vermes e fungos que causam doenças nos seres humanos. A redução da geração de lixo é um importante fator que contribui para a minimização dos problemas ambientais. A compostagem também ajuda a reduzir as emissões de gases de efeito estufa que afetam a mudança climática. Faça sua parte, separe corretamente os resíduos na sua casa. Compostagem é uma ideia que melhora o mundo!

Os consumidores têm um papel importante na definição de demandas e na exigência de qualidade dos alimentos que estão sendo produzidos e consumidos, pois isso afeta diretamente sua saúde e qualidade de vida. Assim, uma relação próxima entre agricultores e consumidores é imperativo para que se evolua e se expanda a proposta da produção ecológica como estratégia de desenvolvimento sustentável para esta e para as próximas gerações.
Prefira sempre alimentos agroecológicos! Esses alimentos podem ser de origem vegetal ou animal e compõem sistemas de produção que promovem o uso sustentável dos recursos naturais, eliminam contaminantes, protegem a biodiversidade, contribuem na desconcentração das terras produtivas e ampliam a geração de trabalho no meio rural, respeitando e aperfeiçoando saberes e formas de produção tradicionais.
A venda direta aproxima o público consumidor e os agricultores e possibilita promover “ajustes” de interesses em favor da agricultura ecológica, biodiversa e da alimentação saudável. Quando as partes refletem sobre o que os aproxima e o que limita as aproximações, tendem a promover empatia e uma relação de maior confiança. Redes de consumidores e agricultores é uma ideia que melhora o mundo!

O ser humano tem causado graves impactos na biodiversidade, seja pela exploração predatória de recursos naturais, pela poluição ou introdução de espécies exóticas nos ecossistemas. Estamos sofrendo com a perda e alteração de habitat, o aumento de patógenos (organismos que são capazes de causar doença), o aumento de tóxicos no meio ambiente, a perda da diversidade alimentar e as mudanças climáticas.
Precisamos pensar estratégias para minimizar esses efeitos nocivos. E a agroecologia é uma delas! Preservar a biodiversidade é um dos objetivos da agroecologia, para que o cultivo seja ambientalmente sustentável não se utiliza agrotóxico, adubos químicos e nem transgênicos, cultiva-se sementes que podem ser produzidas pelos próprios agricultores, sempre respeitando o ecossistema e plantando espécies nativas da região. O CETAP tem entre seus objetivos trabalhar com a educação ambiental em diferentes espaços, desenvolvendo atividades de formação técnica, socioambiental, de caráter educacional e/ou cultural visando o desenvolvimento sustentável. Educação ambiental é uma ideia que melhora o mundo!

Quando escolhemos o que comer, escolhemos também que sociedade e planeta estamos promovendo. Utilizar espaços ociosos em áreas urbanas para produção de alimentos agroecológicos é um dos objetivos do trabalho realizado pelo CETAP em centros urbanos, como Passo Fundo/RS. A produção de alimentos, seguindo os princípios da agroecologia, melhora as condições do ambiente, aumentando a qualidade nutricional e minimizando o aquecimento global.
Este trabalho já trouxe importantes resultados: transformação de espaços ociosos com produção de alimentos para autoconsumo; utilização de hortas urbanas e periurbanas para contribuir no processo educativo e terapêutico; distribuição dos alimentos produzidos para as famílias envolvidas; uso de plantas medicinais como alternativa de cuidado e incentivo à compostagem doméstica para fomentar a produção nas hortas. É importante estimular entidades, gestores públicos e a população sobre a importância da produção de alimentos para fortalecer a segurança alimentar das famílias urbanas. Agricultura urbana é uma ideia que melhora o mundo!

A agricultura amplamente difundida hoje é uma intensa produção de vegetais, a partir do uso da mecanização, de agrotóxicos e adubos químicos, que resultam, muitas vezes, em alimentos de baixa qualidade nutricional e com grande impacto ambiental, contaminando o solo e a água. Já a produção de alimentos seguindo os princípios da agroecologia contribuem para a redução dos impactos negativos da atividade humana sobre a natureza, melhorando as condições do ambiente, aumentando a qualidade nutricional e minimizando o aquecimento global.
A agroecologia como ciência, tem o princípio de desenvolver formas de cultivos e criação sem uso de substâncias químicas danosas à saúde dos seres humanos e ao meio ambiente, adaptadas às condições dos ecossistemas locais, a fim de não comprometer os ciclos ecológicos. Estas ações têm grande impacto também no clima do planeta, inclusive pela grande diferença de consumo energético para a produção de alimentos.
Escolha alimentos agroecológicos. Como eles não têm agrotóxicos e adubos químicos, são bons para a sua saúde, para a saúde do agricultor e também da terra. Produção de alimentos agroecológicos é uma ideia que melhora o mundo!
