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Cetap faz homenagem para pioneiros, colaboradores e entidades parceiras

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No dia 25 de abril, durante o evento em comemoração aos 30 anos do Cetap, realizado em Passo Fundo/RS, foram homenageadas 15 pessoas representando todos que ao longo destas três décadas se dedicaram à produção agroecológica e participaram de forma efetiva da história do centro. Também sete organizações e entidades parceiras receberam o troféu pelo incentivo às ações promovidas pelo Cetap e apoio à produção orgânica.

 

Agricultores e agricultoras

Representando o pioneirismo e a persistência na produção e na comercialização de alimentos orgânicos, foram homenageados jovens, mulheres e homens, em nome de todos os agricultores e agricultoras que fazem parte desta caminhada de 30 anos.

>> Gabriela Favreto – do grupo Sagra Italiana, de São Domingos do Sul, representa a fibra e persistência da mulher jovem na produção e na comercialização através das feiras. Se precisar, assume até o desafio de aprender a dirigir caminhão.

>> Helena Pressi – representando as mulheres agricultoras e feirantes e também como uma forma de homenagear Jair Pressi, seu irmão, que já partiu, mas deixou um legado de persistência, liderança, diálogo e parceria.

>> Alceo Primel – desde os tempos da Pastoral da Juventude lutando pela agricultura, pela feira, pelo jantar ecológico, sempre pronto para receber visitas e querendo a união de forças no espaço familiar e junto aos vizinhos.

>> Belomir Campos de Almeida – representa a força, a perseverança e garra das mulheres, pessoas e famílias que são reassentadas e, com todos os desafios, persistem na produção de alimentos saudáveis para a população.

>> Oscar Cecatto – representa a simplicidade, o conhecimento e a persistência dos pequenos agricultores que não estavam na fase inicial do Cetap, mas depois de conhecerem a proposta, se integram com quem produz e comercializa.

 

Associados e coordenadores

Não podemos deixar de prestar nossa homenagem aos associados e coordenadores que colaboraram e colaboram de diferentes formas com a caminhada do Cetap. Hoje eles representam todos os associados.

>> Lauro Brum   – foi dirigente sindical e o primeiro Coordenador Geral do Cetap no período de criação e constituição da instituição. Ele representa as lideranças das organizações rurais.

>> Gilmar Sagiorato – representa os pequenos agricultores associados e colaboração deles na construção desta historia.

>> Amarildo Seco – representa o interesse e dedicação dos jovens rurais que através da Escajur (Escola Alternativa da Juventude Rural) fizeram a caminhada pela valorização dos jovens na prática da agricultura ecológica. Através dele homenageamos aos jovens de antigamente e aos jovens de sempre.

>> Zulmir Calegari – representa os agricultores assentados associados que colaboraram com o Cetap. No período da Ditadura Militar ele entrou para a lista do DOPS, tendo em sua ficha a descrição de “ter participado da criação de um Centro em 1986…” e este centro se chama Cetap.

>> Juliana Dalla Libera  – representa as mulheres que de forma apaixonada se dedicam à educação das crianças e, na educação, adotam a agroecologia como base orientadora. Paixão, educação, produção, parcerias são partes importantes na caminhada do Cetap e a Juliana simboliza isso.

 

Funcionários e ex-colaboradores

Ao homenagear os colaboradores que fizeram parte da Equipe de Funcionários e outros que colaboraram na construção de projetos, destacamos que o sucesso na gestão e execução cotidiana do trabalho só foi possível pela dedicação e empenho de toda a equipe.

>> Lino De David – representa os idealizadores e os que deram os primeiros passos nesta caminhada – UM Sonho, UM Projeto. Teve atuação determinante na busca das condições para criação do Cetap e no conjunto de ações iniciais que deram frutos que alimentam o corpo, a alma e as ideias. O Lino foi o timoneiro desta obra.

>> Álvaro Dellatorre – representa os membros da família Cetap, da equipe de profissionais que depois de um tempo foi realizando a expansão junto aos movimentos e organizações sociais, auxiliando-as no serviço de orientação técnica aos agricultores assentados e ajudando a criar institucionalidades.

>> Luci Cé – a experimentação nas propriedades permitiu conhecer a Luci e sua família. Depois de um bom tempo trabalhando juntos, eles fizeram a opção de ter sua terra própria e produzir alimentos diversos e saudáveis. A capacidade de influenciar positivamente as mulheres foi muito importante na orientação das ações.

>> Ângela Cordeiro – garra, conhecimento, determinação, parceria… é o que a Ângela representa. Mesmo não fazendo parte da equipe, sempre colaborou com ideias e ações importantes ao longo desta história.

>> Adilson Belé  – disponibilidade, iniciativa, disposição, persistência… querer fazer acontecer, assim é o Belé. Ele representa os colegas e amigos, sempre pronto para ajudar e contribuir. A história do Cetap tem bastante desta amizade dentro do grupo de colaboradores e queremos que assim permaneça.

 

Entidades e Organizações parceiras

Queremos dar destaque para as entidades de cooperação que foram fundamentais para a ampliação e consolidação da agricultura ecológica. Elas tiveram um papel importante para que a Agricultura Ecológica e orgânica avançasse tanto quanto, ou mais que as políticas públicas existentes. Fortalecer as Institucionalidades da sociedade civil tem sido um dos objetivos da atuação do Cetap.

>> Fundação Inter-Americana – a IAF foi colaboradora e cooperadora nos primeiros 10 anos e agora é parceira novamente há quase 5 anos. Sua dedicação à Agricultura Ecológica merece ser destacada pelas contribuições dadas às organizações da sociedade civil vinculadas à Rede Ecovida e também por sensibilizar gestores públicos para que também apoiem esta forma de fazer agricultura e produzir alimentos.

>> Coonalter – queremos homenagear a entidade que representa quem materializa as ideias, quem opera a organização da comercialização, desta forma homenageamos todas as organizações dos agricultores, sejam cooperativas ou associações. A Cooperativa dos Agricultores Ecologistas também estimula a aproximação e apoio da população urbana na temática da Segurança Alimentar e Nutricional.

>> AS-PTA – foi a gestora da ideia inicial de criação do Centro. Ao homenageá-la queremos agradecer a todos os que colaboraram e lembramos de alguns nomes: Silvio Gomes de Almeida (que deve estar nos ouvindo mesmo não presente), Jean Marc, Fleck… fica nosso agradecimento a todos os pioneiros desta ideia de estimular centros para uma nova agricultura.

>> Consórcio de Organizações de Apoio da Rede Ecovida – as Organizações Sociais,  também chamadas de ONGs, realizaram inúmeras ações de forma articulada. A agricultura ecológica e a agroecologia no Rio Grande do Sul tiveram muito apoio das organizações que fazem parte do Consórcio formado pelo Centro Ecológico, os 3 CAPAs, a Arede, a Anama e o Cetap.

>> Reserva Maragato – disposição, serenidade, parceria, complementariedade, determinação em prol da preservação. Falar é bom, mas fazer é melhor ainda. As parcerias para ampliar conhecimentos e resultados sempre foi muito salutar na relação entre o Cetap e a Reserva Maragato, idealizada e implementada pelo Rogerio Benvegnú.

>> Misereor – sempre colaborou com o Cetap desde a sua criação e com a construção da Agricultura Ecológica, mesmo reduzindo sua presença no Sul do Brasil neste momento, merece nosso reconhecimento.

>> Rede Internacional Terra Futuro – Framtidsjorden – também teve colaboração histórica nesta caminhada de uma agricultura mais limpa, estimulando e desafiando para o consumo responsável.


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10º Encontro Ampliado da Rede Ecovida destaca riqueza da produção orgânica

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Aproximadamente 1.500 agricultores e agricultoras dos estados da Região Sul do Brasil que participam do processo de certificação participativa, além de instituições de assessoria, parceiros nacionais e internacionais, entre demais apoiadores da Agroecologia participaram de 21 a 23 de abril do Encontro da Rede Ecovida de Agroecologia, em Erechim/RS.

O Cetap participou como um dos organizadores gerais do evento, estando envolvido diretamente nas atividades realizadas na preparação e realização dos painéis, seminários e oficinas. O encontro foi um momento importante para troca de experiências e debate sobre diferentes aspectos relacionados a produção de alimentos orgânicos, sua certificação, comercialização, a relação entre urbanos e rurais, atuação das mulheres e juventude, entre outros temas.

O encontro foi realizado no Parque da ACCIE, onde aconteceram os painéis principais e alguns seminários e oficinas. Em um dos pavilhões do parque foi montado um grande alojamento, onde os participantes se organizaram por caravanas. Também foi organizado um acampamento da juventude, com numerosa participação. No Pólo da Cultura foram montadas as cozinhas, coordenadas por uma equipe de Ecochefs do Movimento Slow Food no Brasil. No sábado à tarde, a comunidade foi convidada a participar da tradicional feira, integrando os visitantes aos moradores de Erechim e da região.

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Painel de abertura do Encontro
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Seminários e oficinas ajudaram a aprofundar as temáticas propostas

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10º Encontro Ampliado da Rede Ecovida de Agroecologia inicia nesta sexta-feira, 21 de abril

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O encontro será realizado de 21 a 23 de abril de 2017, em Erexim/RS. Na programação estão seminários, palestras, oficinas e a já tradicional Feira de Saberes e Sabores, atividade de exposição da diversidade de produtos e projetos desenvolvidos pelas organizações e entidades presente no encontro. A feira acontece no sábado à tarde, no pavilhão da Frinape e será aberta à comunidade.

O CETAP integra o grupo de coordenação do evento, atuando intensamente há vários dias nos preparativos e na organização da infraestrutura que irá receber aproximadamente 1.500 pessoas de diferentes cidades do Brasil e do exterior.

Nesta quinta-feira, dia 20, as cozinhas iniciaram a preparação da alimentação que será oferecia aos participantes. Quase 10 toneladas de alimentos orgânicos – entre frutas, verduras, legumes, carnes e peixes – serão preparadas por 38 cozinheiros e cozinheiras do Movimento Slow Food para servir 7.500 refeições durante os três dias do Encontro.

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Foto: Ana Carolina Dionísio/Cepagro
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Foto: Ana Carolina Dionísio/Cepagro

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Erexim vai sediar o 10º Encontro Ampliado da Rede Ecovida

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A coordenação da Rede Ecovida de Agroecologia está fazendo os ajustes finais na preparação do 10º Encontro Ampliado da Rede Ecovida de Agroecologia. O encontro será realizado de 21 a 23 de abril de 2017, em Erexim/RS. Compõem a programação seminários, palestras, oficinas e a já tradicional Feira de Saberes e Sabores, com espaços de degustação e comercialização de produtos alimentícios como frutas, grãos, geleias, plantas medicinais, temperos, queijos, vinhos, cervejas artesanais, chás e sucos

A expectativa é de contar com a participação de 1.500 pessoas, com destaque para a participação de representantes dos países latinoamericanos. O encontro é um grande espaço de discussões, intercâmbios e consolidação da Rede Ecovida, referência no Brasil e no exterior pelos avanços na produção, no processamento, na comercialização e certificação participativa de produtos agroecológicos.

Este encontro é realizado a cada dois anos e tem como objetivos a promoção da agroecologia, a articulação entre os núcleos, estimular a socialização de experiências, informações e técnicas para a produção agroecológica, fazer avaliação, escolher a nova coordenação e reforçar o trabalho de mais de 4.500 famílias organizadas em 300 grupos, 30 organizações da sociedade civil, 20 cooperativas e associações de consumidores e 100 unidades de processamento.

A Rede Ecovida de Agroecologia é um espaço de articulação da agricultura agroecológica nos três estados do Sul do Brasil, organizada em 29 núcleos regionais, composta por entidades de assessoria, grupos, associações, cooperativas de agricultores e consumidores, simpatizantes da produção e consumo de produtos agroecológicos. Uma de suas principais conquistas foi o reconhecimento do selo de certificação orgânica através do Sistema Participativo de Garantia (SPG).

 

Com informações do Jornal Bom dia/Erexim-RS


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Jovens da agricultura familiar realizam encontro em Erechim/RS

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No dia 31 de janeiro de 2017 aconteceu um Encontro Regional de Jovens da Agricultura Familiar e Ecológica, no Seminário Nossa Senhora de Fátima, em Erechim, no norte gaúcho. A atividade foi organizada pelo CETAP, através da chamada pública ATER Agroecologia, e o SUTRAF Alto Uruguai, que vem realizando diversas ações junto a este público.

O encontro teve como objetivo estreitar a parceria entre as organizações que buscam construir alternativas para a juventude da agricultura familiar. Através do levantamento das principais dificuldades e necessidades sentidas pelos jovens, buscou-se construir um planejamento de ações para próximo período. A mediação dos debates ficou a cargo dos jovens José Valério Cavalli e Rudimar Barea, ambos envolvidos diretamente com o tema juventude rural e com a agroecologia.

Os jovens organizaram sua participação em um encontro inter-regional, com representação de diferentes regiões de atuação do ATER Agroecologia, que será realizado em Dom Pedro de Alcântara, na segunda quinzena de fevereiro. Também foram propostas ações para um seminário especifico da juventude da região sul, que acontecerá no encontro ampliado da Rede ECOVIDA de Agroecologia, durante os dias 21 a 23 de abril de 2017, em Erechim.

 

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Encontro da Diversidade Orgânica de Sananduva integra comemorações pelos 30 anos do Cetap

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Nos dias 4 e 5 de novembro foi realizado o Encontro da Diversidade Orgânica de Sananduva, em comemoração aos 30 anos do Cetap (Centro de Tecnologias Alternativas Populares), 20 anos da Feira Ecológica de Sananduva e 15 anos da Coopvida (Cooperativa de Produtores de Alimentos Orgânicos em Economia Solidária LTDA).

Na noite de sexta-feira, dia 4, foi realizado um seminário com o tema Segurança Alimentar e Nutricional: comercialização e abastecimento agroecológico. Para contribuir no debate deste tema, aconteceu um painel com o relato de experiências da Feira Ecológica de Sananduva, da Coopvida, da Utopia Gourmet, do Grupo de Consumidores Conscientes de Alimentos Orgânicos de Lagoa Vermelha e de representantes do Centro Vianei, de Lages/SC, do Cepagro, de Florianópolis/SC e da AS-PTA, de Palmeira/PR. A noite contou também com um momento cultural organizado pelo CTG Doze Braças, de Sananduva/RS e pela a 2º Prenda do Rio Grande do Sul.

No sábado, conjuntamente com a Feira Ecológica, foi montado um espaço para exposições e explanações sobre os insumos utilizados na agricultura orgânica, o processo de certificação dos orgânicos, abelhas nativas, frutas nativas e seu beneficiamento, biodiversidade e a importância do consumo e alimentação saudáveis.
Além do público que tradicionalmente comparece à feira, participaram das atividades alunos de escolas locais e da UERGS, representantes de grupos de Passo Fundo, Lages, Florianópolis, Palmeira, São João da Urtiga, David Canabarro, Ibiraiaras e outros municípios da região. No local também foram desenvolvidas ações do “Novembro Azul”, com orientações e exames de saúde.

O Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura Familiar de Sananduva promoveu uma roda de conversa sobre o tema juventude e sucessão rural. Os visitantes de outros municípios também tiveram a oportunidade de participar de um intercâmbio e conhecer a propriedade de um agricultor com certificação de produto orgânico.

Os produtores da Feira Ecológica ofereceram um variado café da manhã, com frutas, sucos, bolachas e panificados de forma gratuita a todos os presentes. Ao longo do evento os participantes e os consumidores sananduvenses puderam conhecer melhor como se dá a produção e a comercialização dos produtos regionais e agroecológicos e ainda como um consumo consciente pode influenciar na saúde, na conservação do meio ambiente e da biodiversidade. A demanda consciente por produtos de qualidade e saudáveis é uma importante forma de apoiar a agricultura familiar e a produção de alimentos.

 

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Oficina sobre produção e manejo de abelhas nativas sem ferrão

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O Cetap realizou no dia 10 de novembro de 2016 uma oficina com agricultores(as) beneficiários(as) da chamada pública do ATER Agroecologia sobre produção e manejo de abelhas nativas sem ferrão, na propriedade de Evandro Cantelle, em Barrão de Cotegipe/RS.

Inicialmente foram apresentadas as espécies de abelhas que o agricultor possui em sua propriedade, momento onde muitos participantes puderam identificar pela primeira vez alguns tipos de abelhas e suas famílias Meliponas e Trigonas. Também foi possível identificar algumas diferenças entre estas duas famílias e as características próprias de manejo entre elas.

Na sequencia foi realizada uma atividade prática de identificação de espécies e também técnicas de multiplicação, como uma forma de ampliação de colmeias nas propriedades e na região.

Esta atividade faz parte de uma das ações que o Cetap vem realizando em conjunto com as famílias agriculturas, que têm como interesse ou paixão o trabalho com as abelhas sem ferrão. Este trabalho busca identificar, recuperar e manejar estas espécies, com o intuito de preservação e também conscientização da importância das abelhas em nosso meio ambiente para produção de alimentos.

 

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Cetap e Escola Antônio Burin promovem visita de estudantes em propriedade com produção ecológica

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Alunos da Escola Estadual de Ensino Fundamental Antônio Burin, do KM 10 Coan, no município de Erechim/RS, fizeram uma visita na propriedade da professora Maria Assunta Krucinski, no dia 29 de setembro. A atividade foi realizada em conjunto com o CETAP (Centro de Tecnologias Alternativas Populares) com o objetivo de conhecer melhor o funcionamento de uma propriedade com produção ecológica.

A professora Maria participa de discussões sobre agroecologia há três anos e hoje possui a certificação de alimentos ecológicos pela Associação Ecovida de Agroecologia. Durante a visita, foram abordados diferentes temas e os alunos tiveram a oportunidade de esclarecer dúvidas.

Além da produção de alimentos, foram apresentadas outras ações na linha da “permacultura” que estão sendo implantadas na propriedade, como a construção de banheiros secos nas propriedades rurais.

A propriedade possui um pomar certificado, com diversas variedades de citros e comercializa na dinâmica coletiva do Circuito Sul da Rede Ecovida de Agroecologia, através da ECOTERRA. Como a maioria dos alunos são filhos de agricultores, durante a visita também foram apresentadas algumas técnicas de manejo.

Edson José Klein, técnico agrícola do CETAP, explicou como realizar o manejo de um pomar seguindo os princípios da agroecologia. Abordado a cobertura de solo, as plantas espontâneas encontradas e seu motivo, manejo e condução da planta, podas e algumas caldas para manejo fitossanitário.

Na margem de uma das nascentes do Rio Dourado, que passa pela maioria das propriedades dos alunos, aconteceu um debate sobre recomposição de mata ciliar. Neste momento, o engenheiro agrônomo Fernando Costella, do CETAP, falou sobre as normas atuais de preservação da mata ciliar. Foram tiradas dúvidas dos participantes e realizado o plantio de duas árvores nativas como símbolo da visita destes jovens neste espaço.

A professora Maria Krucinski destacou que os alunos realizaram uma pesquisa sobre as APPs, que forneceu mais informações sobre o discutido, contribuindo para que os estudantes possam ajudar as famílias a entender a importância da preservação das matas e o resultado disso em relação à preservação das águas.

 

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Nota de pesar e solidariedade pelo falecimento do agricultor Leonildo Gasparin

A equipe do Cetap manifesta seu pesar e sua solidariedade à família, aos amigos e aos admiradores do agricultor Leonildo Gasparin, que faleceu na manhã desta segunda-feira, dia 26 de setembro de 2016. Leonildo sempre foi uma pessoa que empolgava quem estava a sua volta com sua simpatia e causos que contava. Também esteve comprometido com a construção da agricultura alternativa na região de Erechim/RS, especialmente na sua localidade, Vaca Morta, pertencente ao município de Três Arroios/RS. Foi um entusiasta na defesa das sementes crioulas, sempre disposto a agregar e mobilizar as famílias na defesa de direitos e pela valorização do trabalho dos agricultores.

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Leonildo foi homenageado nas comemorações dos 30 anos do Cetap - 23/04/2016

 

Leonildo, a saudade vai ficar, mas também o desafio de continuar a caminhada que iniciaste e o agradecimento por termos tido a oportunidade de conviver contigo durante este tempo.

Homenagens póstumas: dia 27/09/16 (terça-feira), em Severiano de Almeida/RS.

Sepultamento: dia 27/09/16 (terça-feira), às 15 horas, em Severiano de Almeida/RS.

 

 


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‘Epidemia de câncer’? Alto índice de agricultores gaúchos doentes põe agrotóxicos em xeque

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O agricultor Atílio Marques da Rosa, de 76 anos, andava de moto quando sentiu uma forte tontura e caiu na frente de casa em Braga, uma cidadezinha de menos de 4 mil habitantes no interior do Rio Grande do Sul.

“A tontura reapareceu depois, e os exames mostraram o câncer”, conta o filho Osmar Marques da Rosa, de 55 anos, que também é agricultor. Seu Atílio foi diagnosticado há um ano com um tumor na cabeça, localizado entre o cérebro e os olhos. Por causa da doença, já não trabalha em sua pequena propriedade, na qual produzia milho e mandioca.

Para ele, o câncer tem origem: o contato com agrotóxicos, produtos químicos usados para matar insetos ou plantas dos quais o Brasil é líder mundial em consumo desde 2009. “Meu pai acusa muito esse negócio de veneno. Ele nunca usou, mas as fazendas vizinhas sempre pulverizavam a soja com avião e tudo”, diz Osmar.

O noroeste gaúcho, onde seu Atílio mora, é campeão nacional no uso de agrotóxicos, segundo um mapa do Laboratório de Geografia Agrária da USP, elaborado a partir de dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Para especialistas que lidam com o problema localmente, não há dúvidas sobre a relação entre o veneno e a doença. “Diversos estudos apontam a relação do uso de agrotóxicos com o câncer”, diz o oncologista Fábio Franke, coordenador do Centro de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) do Hospital de Caridade de Ijuí, que atende 120 municípios da região.

O glifosato é o agrotóxico mais usado no país, e fabricado pela Monsanto, que rechaça a relação do uso do produto com a doença. A empresa diz tratar-se de “um dos herbicidas mais usados no mundo, por mais de 40 anos e em mais de 160 países”, e que “nenhuma associação do glifosato com essas doenças é apoiada por testes de toxicologia, experimentação ou observações”.

Já o Sindiveg (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal), que representa os fabricantes de agrotóxicos, encaminhou o questionamento da BBC Brasil para a Andef (Associação Nacional de Defesa Vegetal), que responde basicamente pelas mesmas empresas.

Em nota, a Andef afirma que “toda substância química, sintetizada em laboratório ou mesmo aquelas encontradas na natureza, pode ser considerada um agente tóxico” e que os riscos à saúde dependem “das condições de exposição, que incluem: a dose (quantidade de ingestão ou contato), o tempo, a frequência etc.”.

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Oncologista Fábio Franke vê relação direta entre agrotóxicos e câncer
Foto: DIOGO ZANATTA/BBC BRASIL

Um dos principais problemas é que boa parte dos trabalhadores não segue as instruções técnicas para o manejo das substâncias. “Nós sempre perguntamos se usam proteção, se usam equipamento. Mas atendemos principalmente pessoas carentes. Da renda deles não sobra para comprar máscaras, luvas, óculos. Eles ficam expostos”, diz Emília Barcelos Nascimento, voluntária da Liga Feminina de Combate ao Câncer de Ijuí.

Anderson Scheifler, assistente social da Associação de Apoio a Pessoas com Câncer da cidade (Aapecan), corrobora: “Temos como relato de vida dessas pessoas um histórico de utilização excessiva de defensivos agrícolas e, na maioria das vezes, sem uso de proteção”.

‘Alarmante epidemia’

Um estudo realizado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) comparou o número de mortes por câncer da microrregião de Ijuí com as registradas no Estado e no país entre 1979 e 2003 e constatou que a taxa de mortalidade local supera tanto a gaúcha, que já é alta, como a nacional.

De acordo com o Inca (Instituto Nacional de Câncer), o Rio Grande do Sul é o Estado com a maior taxa de mortalidade pela doença. Em 2013, foram 186,11 homens e 140,54 mulheres mortos para cada grupo de 100 mil habitantes de cada sexo. O índice é bem superior ao registrado pelos segundos colocados, Paraná (137,60 homens) e Rio de Janeiro (118,89 mulheres).

O Estado também é líder na estimativa de novos casos de câncer neste ano, também elaborada pelo Inca – 588,45 homens e 451,89 mulheres para cada 100 mil pessoas de cada sexo. Em 2014, 17,5 mil pessoas morreram de câncer em terras gaúchas – no país todo, foram 195 mil óbitos.

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Especialistas ligam uso de agrotóxicos à alta incidência de câncer no RS
Foto: DIOGO ZANATTA/BBC BRASIL

Anualmente, cerca de 3,6 mil novos pacientes são atendidos na unidade coordenada por Franke. Se incluídos os antigos, são 23 mil atendimentos. Destes, 22 mil são bancados pelo SUS (Sistema Único de Saúde) – os cofres públicos desembolsam cerca de R$ 12 milhões por ano para os tratamentos.

Segundo o oncologista, a maioria dos doentes vem da área rural – mas o problema pode ser ainda maior, já que os malefícios dos agrotóxicos não ocorrem apenas por exposição direta pelo trabalho no campo, mas também via alimentação, contaminação da água e ar.

“Se esses números fossem de pacientes de dengue ou mesmo uma simples gripe, não tenho dúvida de que a situação seria tratada como a mais alarmante epidemia, com decreto de calamidade pública e tudo. Mas é câncer. Há um silêncio estranho em torno dessa realidade”, afirma o promotor Nilton Kasctin do Santos, do Ministério Público da cidade de Catuípe. “Milhares de pessoas estão morrendo de câncer por causa dos agrotóxicos”, acrescenta ele, que atua no combate aos produtos.

Mas, segundo a Andef, “o setor de defensivos agrícolas apresenta o grau de regulamentação mais rígido do mundo”.

Salto no consumo

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Mais de 1,1 mil pessoas morreram por intoxicação com agrotóxico no país em 8 anos
Foto: THINKSTOCK

A comercialização de agrotóxicos aumentou 155% em dez anos no Brasil, apontam os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS), estudo elaborado pelo IBGE no ano passado – entre 2002 e 2012, o uso saltou de 2,7 quilos por hectare para 6,9 quilos por hectare. O número é preocupante, especialmente porque 64,1% dos venenos aplicados em 2012 foram considerados como perigosos e 27,7% muito perigosos, aponta o IBGE.

O Inca é um dos órgãos que se posicionam oficialmente “contra as atuais práticas de uso de agrotóxicos no Brasil” e “ressalta seus riscos à saúde, em especial nas causas do câncer”. Como solução, recomenda o fim da pulverização aérea dos venenos, o fim da isenção fiscal para a comercialização dos produtos e o incentivo à agricultura orgânica, que não usa agrotóxico para o cultivo de alimentos.

Márcia Sarpa Campos Mello, pesquisadora do instituto e uma das autoras do “Dossiê Abrasco – Os impactos dos Agrotóxicos na Saúde”, ressalta que o agrotóxico mais usado no Brasil é o glifosato – vendido com o nome de Roundup e fabricado pela Monsanto. Segundo ela, o glifosato está relacionado aos cânceres de mama e próstata, além de linfoma e outras mutações genéticas.

“A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que 80% dos casos de câncer são atribuídos à exposição de agentes químicos. Se os agrotóxicos também são esses agentes, o que já está comprovado, temos que diminuir ou banir completamente esses produtos”, defende.

A Monsanto, entretanto, rechaça a opinião. Procurada pela BBC Brasil, a empresa afirma que o registro do glifosato na União Européia foi renovado por 18 meses, em junho. A renovação, porém, não passou sem polêmica. A intenção inicial era que a renovação fosse por 15 anos. França, Itália, Suécia e Países Baixos foram contra. Um dos motivos é a recente classificação da Agency for Research on Cancer (IARC), parte da Organização Mundial da Saúde, que classificou o glifosato como “provavelmente cancerígeno para humanos”.

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Fabricante afirma que glifosato é seguro para a saúde
Foto: THINKSTOCK

Procurada, a Monsanto afirma que “todos os usos de produtos registrados à base de glifosato são seguros para a saúde e o meio ambiente, o que é comprovado por um dos maiores bancos de dados científicos já compilados sobre um produto agrícola”.

Três vezes mais

Segundo a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), o brasileiro consome até 12 litros de agrotóxico por ano. A bióloga Francesca Werner Ferreira, da Aipan (Associação Ijuiense de Proteção ao Ambiente Natural) e professora da Unijuí (Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul), alerta que a situação é ainda pior no noroeste gaúcho, onde o volume consumido pode ser três vezes maior.

Ela conta que produtores da região têm abusado das substâncias para secar culturas fora de época da colheita e, assim, aumentar a produção. É o caso do trigo, que recebe doses extras de glifosato, 2,4-D, um dos componentes do “agente laranja”, usado como arma química durante a Guerra do Vietnã, e paraquat.

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Agricultura é uma das atividades mais importantes para o noroeste gaúcho
Foto: DIOGO ZANATTA/BBC BRASIL

Segundo o promotor Nilton Kasctin do Santos, este último causa necrose nos rins e morte das células do pulmão, que terminam em asfixia sem que haja a possibilidade de aplicação de oxigênio, pois isso potencializaria os efeitos da substância.

“Nada disso é invenção de palpiteiro, de ambientalista de esquerda ou de algum cientista maluco que nunca tomou sol. Também não é invenção de algum inimigo do agronegócio. Sabe quem diz tudo isso sobre o paraquat? O próprio fabricante. Está na bula, no rótulo”, alerta o promotor.

No último ano, 52 pessoas morreram por intoxicação por paraquat em terras gaúchas, segundo o Centro de Informação Toxicológica do Estado. No Brasil, 1.186 mortes foram causadas por intoxicação por agrotóxico de 2007 a 2014, segundo a coordenadora do Laboratório de Geografia Agrária da USP, Larissa Bombardi.

A estimativa é que para cada registro de intoxicação existam outros 50 casos não notificados, afirma ela. A pesquisa da professora aponta ainda que 300 bebês de zero a um ano de idade sofreram intoxicação no mesmo período.

A Syngenta, fabricante do paraquat, não se manifestou sobre os casos de intoxicação e afirmou endossar o posicionamento da Andef.

 

Por Paula Sperb
De Porto Alegre para a BBC Brasil
Fonte: BBC BRASIL.com

 


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