Alimentos orgânicos, nosso presente para gerações futuras!

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Alimentos orgânicos, nosso presente para gerações futuras!

A Semana do Alimento Orgânico, que acontece tradicionalmente no final do mês de maio, é uma oportunidade para refletir sobre a importância de temas como a Agroecologia e a Segurança Alimentar, propondo ações que ampliem o acesso à alimentos de qualidade para toda a população. O CETAP está promovendo e participando de uma série de atividades para marcar esta data.

Foram produzidos materiais informativos sobre o que é um alimento orgânico e as dinâmicas de comercialização que aproximam os agricultores dos consumidores urbanos. Também foram distribuídos dois spots para veiculação em rádios na nossa região. Estão acontecendo diferentes ações nas Feiras Ecológicas que contam com famílias agricultoras acompanhadas pelo CETAP, buscando ampliar o conhecimento sobre esta forma diferente de fazer agricultura e seus impactos para o ambiente e para a saúde das pessoas. As atividades integram as ações do projeto Agricultores e Consumidores em Rede, que conta com o apoio da Misereor.

Você sabe o que é um Alimento Orgânico?

A produção de alimentos orgânicos está relacionada a outra forma de fazer agricultura, tendo como orientação os princípios da agroecologia e desenvolvimento sustentável, utilizando o solo, a água e os diversos recursos naturais de maneira responsável. Não é permitido o uso de substâncias que coloquem em risco a saúde humana e o meio ambiente. Não sendo utilizados fertilizantes sintéticos e solúveis, agrotóxicos e transgênicos.

É possível produzir realmente de forma orgânica?

Sim, é possível! Muitas organizações da sociedade civil têm se mobilizado para garantir que o alimento seja compreendido como um direito e não como uma simples mercadoria. Há vários anos, milhares de famílias agricultoras organizadas em grupos, movimentos e organizações não governamentais têm buscado produzir alimentos saudáveis, contribuindo na recuperação e na preservação das condições ambientais, bem como gerando maior inclusão social e condições mais dignas para as famílias no campo.

Através da promoção da agroecologia, estas famílias têm diversificado seus sistemas de produção e eliminado todo tipo de insumos químicos e uso de transgênicos no manejo de suas culturas e criações de animais. Juntamente com a produção diversificada de alimentos, estes grupos e associações desenvolvem iniciativas de beneficiamento e processamento destes alimentos, baseadas no uso de equipamentos adequados, no cuidado e na qualidade dos alimentos produzidos. Da mesma forma, desenvolvem dinâmicas diferenciadas de comercialização e certificação de seus alimentos, centradas na aproximação entre quem produz e quem consome. Este processo gera conhecimento mútuo e resgata relações de solidariedade e cooperação entre os agricultores e destes com os consumidores.

Escute os spots que foram distribuídos para rádios da nossa região:

O modelo de crescimento econômico proposto nas décadas de 1960 e 1970, com o aporte de tecnologias pós-guerra, gerou desequilíbrios significativos nos ambientes naturais, sociais e do trabalho coletivo. Na mesma proporção em que há riqueza e poderes centralizados, a miséria, a fome e a poluição se alastram de forma alarmante. Tendo isso em vista, surge a premissa de uma nova forma de organização econômica que vise o desenvolvimento sustentável, integrando a sociedade ao meio ambiente.

A Agroecologia busca a compreensão dos sistemas de produção abordando as perspectivas ecológicas. Tem como base de análise os ecossistemas agrícolas, trabalhando os processos agrícolas de maneira ampla, não só visando maximizar a produção, mas também otimizar o agroecossistema, incluindo princípios sociais, ambientais, econômicos e culturais.


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