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4º Encontro sobre ANSF do Alto Uruguai debateu manejo, comercialização e regulamentação de meliprodutos

Concluindo as atividades do VII Seminário de Agroecologia do Alto Uruguai, foi realizado no sábado, dia 13 de junho, o 4º Encontro sobre Abelhas Nativas Sem Ferrão do Alto Uruguai. O evento reuniu mais de 70 participantes, entre meliponicultores, agricultores, integrantes de equipes de assessoria técnica, professores e estudantes das instituições que fazem parte do Núcleo de Agroecologia – NAAU.

Na abertura do encontro, Edson Klein, da equipe técnica do Centro de Tecnologias Alternativas Populares (CETAP), valorizou a presença de meliponicultores que estão envolvidos em diferentes projetos e propostas de valorização e ampliação de populações de Abelhas Nativas Sem Ferrão (ANSF). O CETAP incorporou há vários anos essa temática entre suas ações de destaque, mobilizando recursos para atividades formativas e também na distribuição de colônias de abelhas, sendo este momento importante para avançarmos, também, na perspectiva de geração de renda para as famílias que aderiram a esta proposta de resgate, valorização e ampliação da população de abelhas nativas sem ferrão na região.

O primeiro painel abordou o tema “Abelhas Nativas Sem Ferrão – produção, colheita, legalização e comercialização de meliprodutos”. O primeiro painelista foi Emanuel Hollenbach, apicultor e meliponicultor, proprietário da agroindústria Viva Flor, de São João da Urtiga/RS, que atua na produção, processamento e comercialização de mel. Emanuel apresentou informações sobre boas práticas na produção e processamento, detalhou normas vigentes, o andamento dos processos de regularização junto a órgãos municipais e os desafios técnicos para a normatização dos meliprodutos.

Na sequência, Nadilson Roberto Ferreira, integrante da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (SEAPI/RS) e consultor da Câmara Setorial das Abelhas no Rio Grande do Sul, tratou do manejo, de normas técnicas e da certificação de produtos. Durante a atividade, os participantes relataram entraves e alternativas para a legalização do processamento e da venda. Entre os tópicos debatidos, destacou-se a diferenciação do mel de abelhas nativas em relação ao de apiários convencionais, cujo volume de produção é superior, sendo a análise laboratorial de lotes de produtos um dos aspectos relevantes apontados. Nadilson também apresentou diretrizes técnicas e orientações para os processos de vistoria nos municípios.

Ao meio-dia, foi servido um almoço especial, preparado pelo grupo Flor de Pitanga, de Itatiba do Sul (RS). O cardápio teve como base alimentos agroecológicos de famílias agricultoras locais, incluindo pratos, molhos e sucos elaborados com frutas nativas, como jabuticaba, butiá e pinhão, além de opções vegetarianas e veganas.

No período da tarde, as atividades continuaram com o painel “Manejo, colheita, armazenamento, maturação e comercialização de meles”, conduzido por Fábio Callegari, do Meliponário Minotto e Calegari, de Verê (PR). Fábio compartilhou sua história e experiência com o manejo de ANSF, contando como foi sua evolução de duas caixas de abelhas para o grande volume de colônias de diferentes espécies que possui hoje em seu meliponário. Com dicas sobre alimentação suplementar ao longo do ano, manejo e colheita do mel, também falou sobre o armazenamento e processos de maturação, ressaltando que hoje toda renda da família está vinculada ao meliponário e à marcenaria que produz caixas de abelhas.

Rogério Dallo, da coordenação da Cadeia Produtiva Solidária das Frutas Nativas do RS (CPSFN), apresentou o funcionamento desta cadeia, falando sobre os modelos produtivos, sua função importante na conservação ambiental, mas também das perspectivas de geração de renda. Entre os produtos que estão sendo incorporados nas dinâmicas de comercialização da rede estão os meliprodutos, abrindo novas possibilidades para as famílias que estão investindo na criação de abelhas nativas sem ferrão.

Finalizando o encontro, a bióloga Laísa Prestes expôs dados de seu trabalho de pesquisa focado no estudo de biomarcadores e metais em abelhas mandaçaia. O trabalho foi realizado em parceria com diversas famílias presentes no encontro, que disponibilizaram amostras para a pesquisa. Avançando neste sentido, foi apresentado um projeto de extensão do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), que envolve estudantes do curso Técnico em Química para a análise de amostras de mel de meliponicultores da região. Esta será uma ação importante para a sequência do trabalho de normatização e legalização junto às prefeituras e comercialização de meliprodutos.


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Seminário de Agroecologia debate impactos da emergência climática na produção de alimentos

VII Seminário de Agroecologia do Alto Uruguai (SAAU) aconteceu de 11 a 13 de junho, em Erechim/RS

Promovido pelo Núcleo de Agroecologia do Alto Uruguai (NAAU), o seminário teve como tema “Agroecologia e produção de alimentos: enfrentando a emergência climática”. O NAAU é composto por organizações como o Centro de Tecnologias Alternativas Populares (CETAP), a Fundação de Diaconia Luterana (CAPA/FLD), a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), a Universidade Estadual do RS (UERGS), o Instituto Federal  RS (IFRS) e a URI Erechim.

A abertura do Seminário foi na quinta-feira, dia 11, e contou com a presença de representantes das entidades organizadoras e também apoiadoras do evento, como a Cecafes, a Sutraf Alto Uruguai, a Cresol e a Fundação Banco do Brasil. A coordenação do NAAU destacou a importância de debater este tema neste momento e também o empenho coletivo para a organização do evento. Edson Klein falou em nome do CETAP, destacando o trabalho realizado por famílias agricultoras agroecologistas na região Alto Uruguai, especialmente na produção e na comercialização de alimentos, reforçando que a atuação conjunta das organizações presentes valoriza esta trajetória e potencializa a adesão de novas famílias.

Na sequência, aconteceu o primeiro painel, com o tema “Dinâmicas Climáticas no Alto Uruguai: impactos socioeconômicos e ambientais”, com a professora Zenicléia Angelita Deggerone (UERGS). Foram apresentados dados sobre a produção agrícola na região, relacionando as informações com as alterações climáticas registradas no mesmo período, demonstrando impactos relevantes na produção de alimentos.

Já Marcos Kazmierczak, pesquisador que também atua na Defesa Civil do Rio Grande do Sul, durante o painel “Cenários climáticos para a produção de alimentos”, trouxe para o debate uma perspectiva desafiadora, apresentando análises de pesquisas que demonstram como o aquecimento do planeta está numa trajetória de crescimento perigosa. Ele relacionou os dados com a ação humana, especialmente neste último século, e reforçou que se não houver uma mudança drástica neste sentido, teremos uma grande diminuição na produção de alimentos, pois cada grau a mais de aquecimento no planeta interfere diretamente na germinação e na produtividade de alimentos. Foram citados como exemplos diferentes tipos de grãos, muitos dos quais cultivados na nossa região e componentes importantes da nossa base alimentar.

Na parte da noite aconteceram apresentações de mais de 60 comunicações, previamente inscritas, de trabalhos acadêmicos e experiências práticas desenvolvidas na área da agroecologia. A atividade aconteceu simultaneamente em seis salas de aula da UERGS, envolvendo participantes de diferentes municípios da região. A Comissão Científica do Seminário de Agroecologia irá produzir uma publicação com os resumos de todas as comunicações apresentadas, este material será disponibilizado para as entidades organizadoras do evento, para posterior divulgação.

O seminário seguiu com atividades na sexta feira de manhã, com os painéis “Produção de alimentos em Sistemas Agroflorestais – resiliência e adaptação em contextos de emergência climática”, com a presença de Antônio Carlos Leite de Borba (Emater/RS) e “SPDH+ e a transição produtiva – construção de sistemas alimentares resilientes e sustentáveis”, com Jamil Abdalla Fayad (Epagri/SC). No turno da tarde aconteceram os painéis “Homeopatia na produção de alimentos”, com Vitor Hugo Hollas e Flávia Comiran (Capa/FLD) e “Práticas Integrativas e Agroecologia – interfaces entre saúde, ambiente e sustentabilidade”, com Rosaura Berti e Altemir Berti. A partir das 16h também iniciou a Feira Jovem da Cooperativa Nossa Terra.

O 4º Encontro sobre Abelhas Nativas Sem Ferrão do Alto Uruguai, realizado no sábado, encerrou a programação do Seminário. A atividade reuniu mais de 70 pessoas para debater sobre a importância das abelhas na polinização e também perspectivas de geração de renda com meliprodutos.


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EMEI Padre Alcides e CETAP promovem 2º Seminário de Meliponicultura em Passo Fundo

Evento reuniu a comunidade escolar para oficinas práticas sobre manejo de abelhas nativas, compostagem doméstica e educação ambiental.

No dia 11 de abril de 2026, a Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Padre Alcides, localizada em Passo Fundo (RS), realizou o 2º Seminário de Meliponicultura. Promovido em parceria com o Centro de Tecnologias Alternativas Populares (CETAP), o evento teve como tema principal “Pequenos Meliponicultores Preservando o Meio Ambiente e Cuidando das Abelhas Nativas Sem Ferrão”. O objetivo do encontro foi ampliar as discussões sobre educação e preservação ambiental trabalhadas em sala de aula, integrando professores, pais, estudantes e a comunidade em geral.

As práticas sustentáveis na instituição já fazem parte do cotidiano escolar há alguns anos. A diretora da escola, Gerusa Zanotto, explica que a EMEI atua com hortas pedagógicas desde 2018 e, posteriormente, iniciou a implementação do meliponário. Como o trabalho da escola tem forte foco na educação ambiental e climática, a gestão decidiu ampliar o projeto, envolvendo toda a comunidade.

A coordenadora pedagógica, Danielli Jury, ressalta que a horta foi implementada inicialmente para aumentar a experimentação das crianças na escola, visto que a qualidade alimentar precisava de melhorias. Com a assessoria do CETAP, foi possível introduzir uma visão focada na agroecologia, expandindo a iniciativa das hortas e da compostagem também para as famílias dos alunos. Esta trajetória está relatada na publicação “Mãos na terra, consciência no prato”, disponível aqui.

Oficinas práticas

Durante o seminário, os participantes puderam escolher entre duas oficinas de capacitação prática. A “Oficina de Manejo de Abelhas Nativas Sem Ferrão (ANSF)” abordou a legislação vigente para a criação em espaços rurais e urbanos e as possibilidades pedagógicas de manter um meliponário na educação infantil. A atividade foi finalizada com a prática de transferência de abelhas para caixas racionais.

O responsável por esta oficina, Edson Klein, da equipe técnica do CETAP, destacou que a atividade debateu a importância das abelhas nativas para a natureza e para o trabalho junto às crianças na escola. Ele também apontou que a formação buscou suprir uma demanda dos próprios pais, referente a como criar essas espécies de abelhas sem ferrão em espaços urbanos.

A segunda oficina foi “Horta em Casa e Compostagem Doméstica”, que instruiu a comunidade sobre a gestão correta de resíduos orgânicos, secos e rejeitos. A capacitação englobou a construção de composteiras de balde em três níveis, análise de solo e planejamento de infraestrutura para hortas. O responsável pela oficina de hortas, Rudian Martini, coordenador técnico do CETAP, explicou que o trabalho focou no aproveitamento de resíduos. A intenção foi incentivar um olhar diferente para os resíduos gerados dentro das residências, com atenção especial aos materiais orgânicos. A atividade também contemplou o preparo da terra e plantio de mudas em um dos canteiros da horta pedagógica da escola.

A realização do 2º Seminário de Meliponicultura reforça a parceria entre a EMEI Padre Alcides e o CETAP em disseminar tecnologias alternativas e a agroecologia, criando espaços de aprendizado e impacto social que ultrapassam os muros da escola.  A atividade integrou as ações do projeto de manejo de ANSF desenvolvido pelo CETAP em parceria com a Fundação Banco do Brasil (FBB).


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Bioinsumos para a agricultura familiar camponesa

No dia 5 de fevereiro foi realizada a primeira formação do projeto “Rede de Bioinsumos para Agricultura Familiar Camponesa no Rio Grande do Sul (RS): Promoção de Soberania Alimentar e Sustentabilidade”, reunindo agricultoras, agricultores, técnicos e pesquisadores para discutir e apresentar possibilidades de transição agroecológica com o uso de insumos biológicos.

A atividade aconteceu na Arena UPF Parque, em Passo Fundo/RS e foi promovida pela Universidade Federal do Pampa – UNIPAMPA, GIEDER e Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), em parceria com o CETAP.

A Rede de Bioinsumos visa promover a adoção de bioinsumos pela agricultura familiar camponesa, fortalecendo a produção de alimentos saudáveis, a segurança alimentar e a sustentabilidade dos agroecossistemas. O CETAP será parceiro desta ação na região norte do Rio Grande do Sul.


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Circuito de Alimentos Ecológicos debate oferta e demanda para mercados institucionais

Uma oficina sobre comercialização e mercados institucionais foi realizada na sexta-feira, 12 de dezembro de 2025, em Vacaria, no Rio Grande do Sul, com o objetivo de alinhar informações sobre demandas e ofertas de alimentos ecológicos para abastecimento de pontos de venda e de políticas de compras públicas, com destaque para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

A atividade foi organizada pelo Centro de Tecnologias Alternativas Populares (CETAP) e pelo Circuito de Circulação e Comercialização de Alimentos Ecológicos, reunindo agricultores e equipe técnica do CETAP. Participaram o coordenador executivo do CETAP, Edson Klein, e representantes das estações de produção de Três Arroios, Vacaria, Ipê, Caxias do Sul e São Marcos (RS), além de São José do Cerrito (SC).

Durante o encontro, cada estação apresentou um relato sobre os mercados acessados atualmente, com avaliação de pontos favoráveis e limitações em cada modalidade. A partir das discussões, as estações apontaram a necessidade de ampliar espaços de escoamento e de comercialização para absorver a produção prevista para 2026, diante da projeção de aumento no volume produzido.

Integrantes das Estações do Circuito de Circulação e Comercialização de Alimentos Ecológicos analisam demandas de mercado e fazem projeções sobre ampliações em 2026

Como encaminhamento para o próximo encontro, ficou definido que cada estação do circuito deverá apresentar, de forma sistematizada, suas projeções de oferta de alimentos para o ano de 2026. A proposta é que, com base nesses dados, seja construída de maneira conjunta e articulada uma estratégia de comercialização voltada aos diferentes canais, incluindo os mercados institucionais. A oficina contou com apoio do projeto Da Terra à Mesa, desenvolvido em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).


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ECOTERRA debate comercialização e novos mercados

Participantes fizeram um balanço de 2025 e projeções para 2026, onde foi apresentado projeto de irrigação e ampliação de canais de venda, incluindo compras públicas

A Associação Regional de Cooperação e Agroecologia (ECOTERRA) realizou, no dia 11 de dezembro, uma oficina sobre comercialização e mercados institucionais na sede da entidade, em Três Arroios, no Rio Grande do Sul. A atividade reuniu 43 participantes, entre agricultores e agricultoras ecologistas associados e equipe técnica do Centro de Tecnologias Alternativas Populares (CETAP).

O encontro teve como objetivo fazer um balanço de 2025 com os associados, analisando a relação entre a produção ecológica e a demanda dos mercados, além de construir projeções para 2026. Durante a assembleia, a coordenadora geral da ECOTERRA, Andressa Aparecida Martins, apresentou um panorama do processo de comercialização ao longo do ano e apontou mercados em abertura e possibilidades previstas para o próximo período.

A programação incluiu também uma rodada de relatos dos participantes, que compartilharam avaliações sobre o desempenho das propriedades em 2025, considerando o que foi produzido, as dificuldades enfrentadas e a forma como ocorreu o escoamento da produção.

Entre os encaminhamentos discutidos, a associação apresentou a perspectiva de buscar investimentos voltados à irrigação e à ampliação de canais de comercialização, incluindo vendas institucionais. De acordo com a proposta apresentada, os investimentos em irrigação devem ocorrer por meio de kits de irrigação de uso compartilhado, com circulação entre propriedades conforme a safra e as necessidades de cada família.

Também foi reforçada, ao longo da atividade, a importância de manter a busca por novos espaços de comercialização, com destaque para os mercados institucionais como alternativa dentro do planejamento da produção. A oficina foi organizada pelo CETAP e pela ECOTERRA e contou com o apoio do projeto Da Terra à Mesa, do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).


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Rede Ecovida debate futuro da Agroecologia em Encontro Ampliado no RS

Evento que acontece a cada dois anos reuniu cerca de mil participantes em Santa Rosa

O 13º Encontro Ampliado da Rede Ecovida de Agroecologia foi realizado em Santa Rosa (RS) entre os dias 21 e 23 de novembro de 2025. O evento reuniu em torno de mil participantes, integrantes da Rede Ecovida. Com o tema “Agroecologia – Tecendo Caminhos para o Bem Viver”, o encontro foi organizado pelo Núcleo Missões da Rede Ecovida de Agroecologia. Além das atividades internas, uma feira aberta à comunidade local recebeu muitos visitantes.

O Encontro Ampliado é um momento institucional da Rede Ecovida focado na formação e em tomadas coletivas de decisões que permeiam a atuação da rede, reunindo representantes dos diferentes núcleos organizados nos três estados do sul do Brasil – Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

A programação incluiu quatro seminários temáticos: “Pesquisa e inovação de campesina a campesino: aprendizagens do Innova Ecovida e um olhar para o futuro em SPDH, bioinsumos, sementes e mudas de hortaliças”; “Agroecologia, juventude e o futuro da vida no campo”; “Respostas agroecológicas à crise climática” e “Rede Ecovida: política e formação – tecendo memórias, cultivando futuros”.

Participação do CETAP

O Centro de Tecnologias Alternativas Populares (CETAP) esteve presente com grande parte da sua equipe técnica, participando em conjunto com grupos de agricultoras, agricultores e pessoas envolvidas na transição agroecológica dos Núcleos Planalto e Alto Uruguai. O CETAP é responsável pelo acompanhamento técnico de famílias que integram a Rede Ecovida nessas regiões. Também participaram integrantes da equipe e famílias da região Campos de Cima da Serra, que teve a indicação de criação de um novo pré-núcleo aprovado durante o encontro.

O CETAP também realizou duas oficinas sobre a temática das Abelhas Nativas Sem Ferrão, que reuniu pessoas de diferentes regiões do sul do Brasil para aprofundar técnicas de manejo na criação de ANSF. Foi organizada uma banca institucional na feira Sabores e Saberes, onde foram distribuídos materiais e comercializados alimentos e produtos dos agricultores e agricultoras, com o objetivo de demonstrar a diversidade da produção regional. O empreendimento Encontro de Sabores também esteve envolvido na preparação da alimentação em um dos momentos festivos do evento. A participação da equipe do CETAP no evento contou com o apoio de projetos em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (Da Terra à Mesa) e da Fundação Banco do Brasil.


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EMEI Padre Alcides promove ciência e sustentabilidade com abelhas nativas

Projeto de meliponicultura foi apresentado no Festival de Ciência, Inovação e Tecnologia (FECIT) de Passo Fundo

A Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Padre Alcides, localizada no bairro Victor Issler, em Passo Fundo (RS), realizou no dia 22 de novembro um dia de atividades do Festival de Ciência, Inovação e Tecnologia (FECIT). A escola aproveitou a ocasião para expor seu projeto de trabalho com abelhas nativas sem ferrão (ANSF).

O evento reuniu crianças da Educação Infantil, pais e professores, além de contar com a participação da comunidade e de convidados externos, como a equipe técnica do Centro Tecnologias Alternativas Populares (CETAP), alunos e docentes da Universidade de Passo Fundo (UPF), e profissionais do Hemocentro do Hospital São Vicente de Paulo.

Meliponicultura na Proposta Pedagógica

O CETAP foi convidado para montar uma banca de apresentação sobre a criação de abelhas nativas sem ferrão, um projeto desenvolvido em parceria com a escola e implementado no ambiente escolar.

A iniciativa de meliponicultura complementa outras ações pedagógicas já realizadas na escola, como a horta pedagógica e a compostagem de resíduos, também assessoradas pelo CETAP. O projeto com as ANSF desempenha um papel importante na proposta pedagógica da escola, envolvendo alunos e a comunidade escolar no estudo do tema.

No espaço de exposição, foram utilizadas duas caixas racionais pedagógicas, que permitiam a observação detalhada da estrutura do ninho, da atividade das abelhas e do armazenamento de mel e própolis. Este espaço teve alta procura durante o festival. Ali também foram exibidos materiais produzidos pelos alunos e professores em sala de aula.

A doação das colônias e o acompanhamento técnico prestado pelo CETAP contam com apoio de parcerias, incluindo um projeto desenvolvido com a Fundação Banco do Brasil, que visa incentivar o manejo sustentável das abelhas nativas, buscando também a geração de renda para famílias agricultoras.

FECIT descentralizado

O FECIT, projeto da Rede Municipal de Ensino de Passo Fundo, tem como propósito a divulgação e promoção de atividades ligadas à ciência e inovação. Em 2025, o festival adotou um formato descentralizado, incentivando que cada unidade escolar criasse sua programação e espaços de compartilhamento. A EMEI Padre Alcides focou na temática da Alimentação Saudável.


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Plenária do Núcleo Planalto da Rede Ecovida debate produção agroecológica e comercialização

A Plenária do Núcleo Planalto da Rede Ecovida de Agroecologia foi realizada no domingo, 16 de novembro de 2025, no Santuário Nossa Senhora Aparecida, em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul. A atividade reuniu 55 agricultoras e agricultores integrantes da Rede Ecovida e representantes da equipe do Centro de Tecnologias Alternativas Populares (CETAP), responsável pelo acompanhamento técnico das famílias do núcleo.

A plenária é um espaço de formação e de tomada de decisões coletivas relacionadas à organização do Núcleo. O encontro contou, desta vez, com a participação especial de Carla Suliani e Vanderlei Suliani, agricultores e integrantes do Núcleo Serra da Rede Ecovida e do Circuito de Alimentos Agroecológicos.

Na programação da manhã, Carla Suliani realizou uma apresentação e conduziu um diálogo sobre produção agroecológica e comercialização, compartilhando a experiência do empreendimento Orgânicos Suliani, conduzido pela família. Foram abordadas estratégias, oportunidades e desafios observados na trajetória do empreendimento.

No período da tarde, a plenária tratou de temas internos do Núcleo Planalto, incluindo a organização para a participação no 13º Encontro Ampliado da Rede Ecovida de Agroecologia (EARE), previsto para ocorrer em Santa Rosa (RS) no mês de novembro, e o planejamento das datas para as visitas de olhar externo nas áreas de produção ao longo de 2026. Também aconteceu a tradicional feira de demonstração e comercialização da diversidade produzida pelas famílias do Núcleo. A realização da atividade contou com apoio do projeto Da Terra à Mesa, desenvolvido em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).


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Oficina para estudantes de Nutrição aborda sistemas de produção de alimentos agroecológicos

No dia 1º de outubro, a equipe técnica do Centro de Tecnologias Alternativas Populares (CETAP) acompanhou um intercâmbio entre o meio rural e urbano, recebendo a turma de “Alimentos II” do Curso de Nutrição da Universidade de Passo Fundo (UPF). A atividade promoveu vivências práticas e aprendizados sobre sistemas de produção de alimentos agroecológicos.

Pela manhã, os estudantes visitaram o Sítio Dossel, em Sananduva/RS, onde participaram de uma oficina sobre a produção de alimentos baseada na sucessão ecológica em sistemas agroflorestais. À tarde, o grupo esteve na propriedade da família Grando dos Santos, em Lagoa Vermelha/RS, para conhecer práticas agroecológicas implementadas na horta e no pomar, com destaque para o uso de homeopatias.

Foi uma oportunidade para aproximar realidades e contribuir com a formação de futuros profissionais da área da saúde. A iniciativa integra as atividades do projeto Da Terra à Mesa, promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). O CETAP é uma das entidades que executa ações deste projeto em rede, juntamente com o Centro Vianei, AS-PTA, Cepagro e Instituto Cemear.


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