Author Archives: mda

  • -

Seminário debate a sociobiodiversidade nos Campos de Cima da Serra

O Seminário Regional dos Campos de Cima da Serra, realizado no dia 9 de setembro, na cidade de Vacaria (RS), abordou o tema “Restaurando ecossistemas, dinamizando economias”. O evento teve como principal objetivo debater os desafios do trabalho com espécies nativas e as perspectivas do futuro do desenvolvimento das ações de sociobiodivesidade na região. Para isso, o encontro reuniu estudantes, agricultores e representantes do poder público e de entidades de pesquisa e assessoria técnica, promovendo uma troca de experiências sobre as ações em andamento e as propostas para o fortalecimento do setor.

O seminário marcou também o encerramento do ciclo do projeto desenvolvido em parceria com o Condesus. O consórcio de municípios teve um papel importante nos últimos anos, apoiando a estruturação e a implantação de unidades comunitárias na região. Essa iniciativa está diretamente articulada com a Cadeia Produtiva Solidária das Frutas Nativas do Rio Grande do Sul, visando sempre a valorização e o uso sustentável dos recursos naturais.


Durante a programação, a diversidade de atuação dos participantes reforçou o potencial da conservação pelo uso responsável. Alvir Longhi, da equipe técnica do CETAP, destacou “estamos reunidos aqui com técnicos, agricultores, entidades de assessoria, de pesquisa, mostrando mais uma vez e reafirmando o papel da sociobiodiversidade nativa na conservação e geração de renda”. A rede produtiva envolve o esforço conjunto de agrofloresteiros, meliponicultores, viveiristas artesanais e extrativistas que operam em sistemas tradicionais de potreiros.

Além do impacto econômico e social direto para as famílias envolvidas, essas práticas agrícolas cumprem um papel fundamental na proteção ambiental e no enfrentamento aos desafios globais. “O fortalecimento dessas redes comunitárias, de certa forma, é uma afirmação também como um fator de mitigação das emergências climáticas, a partir do trabalho que o Cetap e outras entidades, além da Cadeia Solidária das Frutas Nativas, vêm desenvolvendo”, concluiu Emelson Bonamigo dos Santos, coordenador executivo do CETAP.


  • -

Estações do Circuito de Alimentos Agroecológicos discutem estratégias de comercialização

Representantes de todas as estações do Circuito de Circulação e Comercialização de Alimentos Agroecológicos reuniram-se no dia 14 de agosto de 2026, em São José do Cerrito (SC) para debater estratégias de organização e de operacionalização do circuito. Participaram agricultoras e agricultores responsáveis pela produção de alimentos e pessoas que fazem a articulação comercial, além da assessoria do Centro de Tecnologias Alternativas Populares (CETAP), responsável pelo acompanhamento técnico do grupo.

Durante a reunião, cada uma das estações expôs as ações em andamento e as prioridades na produção e comercialização de alimentos, com foco nos canais de distribuição acessados. A apresentação possibilitou o compartilhamento de informações entre os integrantes sobre os trabalhos em execução no circuito.

Os relatos das estações apontaram a necessidade de expansão de mercados para a produção agroecológica, em razão da existência de estoques e volumes de alimentos sem destinação programada para venda. Para avançar nesse sentido, foi definido realizar um levantamento em cada estação do Circuito sobre aos espaços de vendas atuais e aos potenciais novos canais de comercialização. A atividade foi importante para identificar pontos de atenção em relação aos limites de acesso ao mercado consumidor e indicar novas possibilidades. As discussões terão prosseguimento nos dias 17 e 18 de setembro, em Rio Fortuna (SC), com o objetivo de formular ações conjuntas para a abertura de novos mercados. Na ocasião, também serão comemorados os 20 anos de criação do Circuito de Circulação e Comercialização de Alimentos Agroecológicos.


  • -

Integrantes de redes de agroecologia do Uruguai realizam intercâmbio em Vacaria e Passo Fundo

Nos dias 6 e 7 de agosto, um grupo composto por 51 integrantes de quatro redes de agroecologia do Uruguai realizou uma visita de intercâmbio nos municípios de Vacaria e Passo Fundo, no Rio Grande do Sul. A comitiva reuniu pessoas que trabalham com agricultura, artesanato, apicultura e que moram em áreas urbanas, vinculadas à Rede de Hortas Comunitárias do Uruguai, Rede de Agroecologia, Rede de Sementes e Rede de Mulheres Rurais, que defendem a agroecologia, a soberania alimentar e a equidade de gênero.

O objetivo foi conhecer experiências locais de agricultura urbana e periurbana. Na quinta-feira (6), a programação teve início em Vacaria, na Chácara Consoladora. A propriedade, que é acompanhada pelo CETAP, possui uma agrofloresta e produz alimentos comercializados na feira ecológica da cidade. Após almoço servido no próprio local, o grupo deslocou-se para Passo Fundo para visitar a Escola Municipal de Educação Infantil Padre Alcides. Na escola, os intercambistas conversaram sobre o trabalho de educação ambiental e a integração de horta urbana, meliponário, compostagem e horto medicinal ao projeto pedagógico.


Na sexta-feira (7), a visita continuou na sede do CETAP. No local, houve uma apresentação sobre o trabalho desenvolvido com as famílias agricultoras e sobre as dinâmicas de comercialização que a instituição vem estruturando. O grupo conheceu a experiência do Encontro de Sabores e as ações de valorização da sociobiodiversidade, abordando especialmente as condições de viabilização econômica da produção de frutas nativas.

Para finalizar o roteiro, o grupo visitou a Cooperativa de Reciclagem Recibela, onde conheceu mais sobre a coleta de lixo na cidade e os desafios da reciclagem. Ali foi apresentado também o trabalho desenvolvido pelo CETAP junto aos recicladores, especialmente na área da segurança alimentar e nutricional, viabilizando a compra de alimentos produzidos por famílias agroecologistas e os destinando em forma de doação para o abastecimento da cozinha da cooperativa, que serve refeições diárias para aproximadamente 70 pessoas. Os visitantes também conheceram a horta implantada na área da cooperativa, acompanhada pelo CETAP, que tem o objetivo de produzir e fornecer hortaliças e vegetais para o consumo durante as refeições das trabalhadoras e trabalhadores.


  • -

4º Encontro sobre ANSF do Alto Uruguai debateu manejo, comercialização e regulamentação de meliprodutos

Concluindo as atividades do VII Seminário de Agroecologia do Alto Uruguai, foi realizado no sábado, dia 13 de junho, o 4º Encontro sobre Abelhas Nativas Sem Ferrão do Alto Uruguai. O evento reuniu mais de 70 participantes, entre meliponicultores, agricultores, integrantes de equipes de assessoria técnica, professores e estudantes das instituições que fazem parte do Núcleo de Agroecologia – NAAU.

Na abertura do encontro, Edson Klein, da equipe técnica do Centro de Tecnologias Alternativas Populares (CETAP), valorizou a presença de meliponicultores que estão envolvidos em diferentes projetos e propostas de valorização e ampliação de populações de Abelhas Nativas Sem Ferrão (ANSF). O CETAP incorporou há vários anos essa temática entre suas ações de destaque, mobilizando recursos para atividades formativas e também na distribuição de colônias de abelhas, sendo este momento importante para avançarmos, também, na perspectiva de geração de renda para as famílias que aderiram a esta proposta de resgate, valorização e ampliação da população de abelhas nativas sem ferrão na região.

O primeiro painel abordou o tema “Abelhas Nativas Sem Ferrão – produção, colheita, legalização e comercialização de meliprodutos”. O primeiro painelista foi Emanuel Hollenbach, apicultor e meliponicultor, proprietário da agroindústria Viva Flor, de São João da Urtiga/RS, que atua na produção, processamento e comercialização de mel. Emanuel apresentou informações sobre boas práticas na produção e processamento, detalhou normas vigentes, o andamento dos processos de regularização junto a órgãos municipais e os desafios técnicos para a normatização dos meliprodutos.

Na sequência, Nadilson Roberto Ferreira, integrante da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (SEAPI/RS) e consultor da Câmara Setorial das Abelhas no Rio Grande do Sul, tratou do manejo, de normas técnicas e da certificação de produtos. Durante a atividade, os participantes relataram entraves e alternativas para a legalização do processamento e da venda. Entre os tópicos debatidos, destacou-se a diferenciação do mel de abelhas nativas em relação ao de apiários convencionais, cujo volume de produção é superior, sendo a análise laboratorial de lotes de produtos um dos aspectos relevantes apontados. Nadilson também apresentou diretrizes técnicas e orientações para os processos de vistoria nos municípios.

Ao meio-dia, foi servido um almoço especial, preparado pelo grupo Flor de Pitanga, de Itatiba do Sul (RS). O cardápio teve como base alimentos agroecológicos de famílias agricultoras locais, incluindo pratos, molhos e sucos elaborados com frutas nativas, como jabuticaba, butiá e pinhão, além de opções vegetarianas e veganas.

No período da tarde, as atividades continuaram com o painel “Manejo, colheita, armazenamento, maturação e comercialização de meles”, conduzido por Fábio Callegari, do Meliponário Minotto e Calegari, de Verê (PR). Fábio compartilhou sua história e experiência com o manejo de ANSF, contando como foi sua evolução de duas caixas de abelhas para o grande volume de colônias de diferentes espécies que possui hoje em seu meliponário. Com dicas sobre alimentação suplementar ao longo do ano, manejo e colheita do mel, também falou sobre o armazenamento e processos de maturação, ressaltando que hoje toda renda da família está vinculada ao meliponário e à marcenaria que produz caixas de abelhas.

Rogério Dallo, da coordenação da Cadeia Produtiva Solidária das Frutas Nativas do RS (CPSFN), apresentou o funcionamento desta cadeia, falando sobre os modelos produtivos, sua função importante na conservação ambiental, mas também das perspectivas de geração de renda. Entre os produtos que estão sendo incorporados nas dinâmicas de comercialização da rede estão os meliprodutos, abrindo novas possibilidades para as famílias que estão investindo na criação de abelhas nativas sem ferrão.

Finalizando o encontro, a bióloga Laísa Prestes expôs dados de seu trabalho de pesquisa focado no estudo de biomarcadores e metais em abelhas mandaçaia. O trabalho foi realizado em parceria com diversas famílias presentes no encontro, que disponibilizaram amostras para a pesquisa. Avançando neste sentido, foi apresentado um projeto de extensão do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), que envolve estudantes do curso Técnico em Química para a análise de amostras de mel de meliponicultores da região. Esta será uma ação importante para a sequência do trabalho de normatização e legalização junto às prefeituras e comercialização de meliprodutos.


  • -

Seminário de Agroecologia debate impactos da emergência climática na produção de alimentos

VII Seminário de Agroecologia do Alto Uruguai (SAAU) aconteceu de 11 a 13 de junho, em Erechim/RS

Promovido pelo Núcleo de Agroecologia do Alto Uruguai (NAAU), o seminário teve como tema “Agroecologia e produção de alimentos: enfrentando a emergência climática”. O NAAU é composto por organizações como o Centro de Tecnologias Alternativas Populares (CETAP), a Fundação de Diaconia Luterana (CAPA/FLD), a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), a Universidade Estadual do RS (UERGS), o Instituto Federal  RS (IFRS) e a URI Erechim.

A abertura do Seminário foi na quinta-feira, dia 11, e contou com a presença de representantes das entidades organizadoras e também apoiadoras do evento, como a Cecafes, a Sutraf Alto Uruguai, a Cresol e a Fundação Banco do Brasil. A coordenação do NAAU destacou a importância de debater este tema neste momento e também o empenho coletivo para a organização do evento. Edson Klein falou em nome do CETAP, destacando o trabalho realizado por famílias agricultoras agroecologistas na região Alto Uruguai, especialmente na produção e na comercialização de alimentos, reforçando que a atuação conjunta das organizações presentes valoriza esta trajetória e potencializa a adesão de novas famílias.

Na sequência, aconteceu o primeiro painel, com o tema “Dinâmicas Climáticas no Alto Uruguai: impactos socioeconômicos e ambientais”, com a professora Zenicléia Angelita Deggerone (UERGS). Foram apresentados dados sobre a produção agrícola na região, relacionando as informações com as alterações climáticas registradas no mesmo período, demonstrando impactos relevantes na produção de alimentos.

Já Marcos Kazmierczak, pesquisador que também atua na Defesa Civil do Rio Grande do Sul, durante o painel “Cenários climáticos para a produção de alimentos”, trouxe para o debate uma perspectiva desafiadora, apresentando análises de pesquisas que demonstram como o aquecimento do planeta está numa trajetória de crescimento perigosa. Ele relacionou os dados com a ação humana, especialmente neste último século, e reforçou que se não houver uma mudança drástica neste sentido, teremos uma grande diminuição na produção de alimentos, pois cada grau a mais de aquecimento no planeta interfere diretamente na germinação e na produtividade de alimentos. Foram citados como exemplos diferentes tipos de grãos, muitos dos quais cultivados na nossa região e componentes importantes da nossa base alimentar.

Na parte da noite aconteceram apresentações de mais de 60 comunicações, previamente inscritas, de trabalhos acadêmicos e experiências práticas desenvolvidas na área da agroecologia. A atividade aconteceu simultaneamente em seis salas de aula da UERGS, envolvendo participantes de diferentes municípios da região. A Comissão Científica do Seminário de Agroecologia irá produzir uma publicação com os resumos de todas as comunicações apresentadas, este material será disponibilizado para as entidades organizadoras do evento, para posterior divulgação.

O seminário seguiu com atividades na sexta feira de manhã, com os painéis “Produção de alimentos em Sistemas Agroflorestais – resiliência e adaptação em contextos de emergência climática”, com a presença de Antônio Carlos Leite de Borba (Emater/RS) e “SPDH+ e a transição produtiva – construção de sistemas alimentares resilientes e sustentáveis”, com Jamil Abdalla Fayad (Epagri/SC). No turno da tarde aconteceram os painéis “Homeopatia na produção de alimentos”, com Vitor Hugo Hollas e Flávia Comiran (Capa/FLD) e “Práticas Integrativas e Agroecologia – interfaces entre saúde, ambiente e sustentabilidade”, com Rosaura Berti e Altemir Berti. A partir das 16h também iniciou a Feira Jovem da Cooperativa Nossa Terra.

O 4º Encontro sobre Abelhas Nativas Sem Ferrão do Alto Uruguai, realizado no sábado, encerrou a programação do Seminário. A atividade reuniu mais de 70 pessoas para debater sobre a importância das abelhas na polinização e também perspectivas de geração de renda com meliprodutos.


  • -

EMEI Padre Alcides e CETAP promovem 2º Seminário de Meliponicultura em Passo Fundo

Evento reuniu a comunidade escolar para oficinas práticas sobre manejo de abelhas nativas, compostagem doméstica e educação ambiental.

No dia 11 de abril de 2026, a Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Padre Alcides, localizada em Passo Fundo (RS), realizou o 2º Seminário de Meliponicultura. Promovido em parceria com o Centro de Tecnologias Alternativas Populares (CETAP), o evento teve como tema principal “Pequenos Meliponicultores Preservando o Meio Ambiente e Cuidando das Abelhas Nativas Sem Ferrão”. O objetivo do encontro foi ampliar as discussões sobre educação e preservação ambiental trabalhadas em sala de aula, integrando professores, pais, estudantes e a comunidade em geral.

As práticas sustentáveis na instituição já fazem parte do cotidiano escolar há alguns anos. A diretora da escola, Gerusa Zanotto, explica que a EMEI atua com hortas pedagógicas desde 2018 e, posteriormente, iniciou a implementação do meliponário. Como o trabalho da escola tem forte foco na educação ambiental e climática, a gestão decidiu ampliar o projeto, envolvendo toda a comunidade.

A coordenadora pedagógica, Danielli Jury, ressalta que a horta foi implementada inicialmente para aumentar a experimentação das crianças na escola, visto que a qualidade alimentar precisava de melhorias. Com a assessoria do CETAP, foi possível introduzir uma visão focada na agroecologia, expandindo a iniciativa das hortas e da compostagem também para as famílias dos alunos. Esta trajetória está relatada na publicação “Mãos na terra, consciência no prato”, disponível aqui.

Oficinas práticas

Durante o seminário, os participantes puderam escolher entre duas oficinas de capacitação prática. A “Oficina de Manejo de Abelhas Nativas Sem Ferrão (ANSF)” abordou a legislação vigente para a criação em espaços rurais e urbanos e as possibilidades pedagógicas de manter um meliponário na educação infantil. A atividade foi finalizada com a prática de transferência de abelhas para caixas racionais.

O responsável por esta oficina, Edson Klein, da equipe técnica do CETAP, destacou que a atividade debateu a importância das abelhas nativas para a natureza e para o trabalho junto às crianças na escola. Ele também apontou que a formação buscou suprir uma demanda dos próprios pais, referente a como criar essas espécies de abelhas sem ferrão em espaços urbanos.

A segunda oficina foi “Horta em Casa e Compostagem Doméstica”, que instruiu a comunidade sobre a gestão correta de resíduos orgânicos, secos e rejeitos. A capacitação englobou a construção de composteiras de balde em três níveis, análise de solo e planejamento de infraestrutura para hortas. O responsável pela oficina de hortas, Rudian Martini, coordenador técnico do CETAP, explicou que o trabalho focou no aproveitamento de resíduos. A intenção foi incentivar um olhar diferente para os resíduos gerados dentro das residências, com atenção especial aos materiais orgânicos. A atividade também contemplou o preparo da terra e plantio de mudas em um dos canteiros da horta pedagógica da escola.

A realização do 2º Seminário de Meliponicultura reforça a parceria entre a EMEI Padre Alcides e o CETAP em disseminar tecnologias alternativas e a agroecologia, criando espaços de aprendizado e impacto social que ultrapassam os muros da escola.  A atividade integrou as ações do projeto de manejo de ANSF desenvolvido pelo CETAP em parceria com a Fundação Banco do Brasil (FBB).


  • -

Bioinsumos para a agricultura familiar camponesa

No dia 5 de fevereiro foi realizada a primeira formação do projeto “Rede de Bioinsumos para Agricultura Familiar Camponesa no Rio Grande do Sul (RS): Promoção de Soberania Alimentar e Sustentabilidade”, reunindo agricultoras, agricultores, técnicos e pesquisadores para discutir e apresentar possibilidades de transição agroecológica com o uso de insumos biológicos.

A atividade aconteceu na Arena UPF Parque, em Passo Fundo/RS e foi promovida pela Universidade Federal do Pampa – UNIPAMPA, GIEDER e Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), em parceria com o CETAP.

A Rede de Bioinsumos visa promover a adoção de bioinsumos pela agricultura familiar camponesa, fortalecendo a produção de alimentos saudáveis, a segurança alimentar e a sustentabilidade dos agroecossistemas. O CETAP será parceiro desta ação na região norte do Rio Grande do Sul.


  • -

Circuito de Alimentos Ecológicos debate oferta e demanda para mercados institucionais

Uma oficina sobre comercialização e mercados institucionais foi realizada na sexta-feira, 12 de dezembro de 2025, em Vacaria, no Rio Grande do Sul, com o objetivo de alinhar informações sobre demandas e ofertas de alimentos ecológicos para abastecimento de pontos de venda e de políticas de compras públicas, com destaque para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

A atividade foi organizada pelo Centro de Tecnologias Alternativas Populares (CETAP) e pelo Circuito de Circulação e Comercialização de Alimentos Ecológicos, reunindo agricultores e equipe técnica do CETAP. Participaram o coordenador executivo do CETAP, Edson Klein, e representantes das estações de produção de Três Arroios, Vacaria, Ipê, Caxias do Sul e São Marcos (RS), além de São José do Cerrito (SC).

Durante o encontro, cada estação apresentou um relato sobre os mercados acessados atualmente, com avaliação de pontos favoráveis e limitações em cada modalidade. A partir das discussões, as estações apontaram a necessidade de ampliar espaços de escoamento e de comercialização para absorver a produção prevista para 2026, diante da projeção de aumento no volume produzido.

Integrantes das Estações do Circuito de Circulação e Comercialização de Alimentos Ecológicos analisam demandas de mercado e fazem projeções sobre ampliações em 2026

Como encaminhamento para o próximo encontro, ficou definido que cada estação do circuito deverá apresentar, de forma sistematizada, suas projeções de oferta de alimentos para o ano de 2026. A proposta é que, com base nesses dados, seja construída de maneira conjunta e articulada uma estratégia de comercialização voltada aos diferentes canais, incluindo os mercados institucionais. A oficina contou com apoio do projeto Da Terra à Mesa, desenvolvido em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).


  • -

ECOTERRA debate comercialização e novos mercados

Participantes fizeram um balanço de 2025 e projeções para 2026, onde foi apresentado projeto de irrigação e ampliação de canais de venda, incluindo compras públicas

A Associação Regional de Cooperação e Agroecologia (ECOTERRA) realizou, no dia 11 de dezembro, uma oficina sobre comercialização e mercados institucionais na sede da entidade, em Três Arroios, no Rio Grande do Sul. A atividade reuniu 43 participantes, entre agricultores e agricultoras ecologistas associados e equipe técnica do Centro de Tecnologias Alternativas Populares (CETAP).

O encontro teve como objetivo fazer um balanço de 2025 com os associados, analisando a relação entre a produção ecológica e a demanda dos mercados, além de construir projeções para 2026. Durante a assembleia, a coordenadora geral da ECOTERRA, Andressa Aparecida Martins, apresentou um panorama do processo de comercialização ao longo do ano e apontou mercados em abertura e possibilidades previstas para o próximo período.

A programação incluiu também uma rodada de relatos dos participantes, que compartilharam avaliações sobre o desempenho das propriedades em 2025, considerando o que foi produzido, as dificuldades enfrentadas e a forma como ocorreu o escoamento da produção.

Entre os encaminhamentos discutidos, a associação apresentou a perspectiva de buscar investimentos voltados à irrigação e à ampliação de canais de comercialização, incluindo vendas institucionais. De acordo com a proposta apresentada, os investimentos em irrigação devem ocorrer por meio de kits de irrigação de uso compartilhado, com circulação entre propriedades conforme a safra e as necessidades de cada família.

Também foi reforçada, ao longo da atividade, a importância de manter a busca por novos espaços de comercialização, com destaque para os mercados institucionais como alternativa dentro do planejamento da produção. A oficina foi organizada pelo CETAP e pela ECOTERRA e contou com o apoio do projeto Da Terra à Mesa, do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).


  • -

Rede Ecovida debate futuro da Agroecologia em Encontro Ampliado no RS

Evento que acontece a cada dois anos reuniu cerca de mil participantes em Santa Rosa

O 13º Encontro Ampliado da Rede Ecovida de Agroecologia foi realizado em Santa Rosa (RS) entre os dias 21 e 23 de novembro de 2025. O evento reuniu em torno de mil participantes, integrantes da Rede Ecovida. Com o tema “Agroecologia – Tecendo Caminhos para o Bem Viver”, o encontro foi organizado pelo Núcleo Missões da Rede Ecovida de Agroecologia. Além das atividades internas, uma feira aberta à comunidade local recebeu muitos visitantes.

O Encontro Ampliado é um momento institucional da Rede Ecovida focado na formação e em tomadas coletivas de decisões que permeiam a atuação da rede, reunindo representantes dos diferentes núcleos organizados nos três estados do sul do Brasil – Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

A programação incluiu quatro seminários temáticos: “Pesquisa e inovação de campesina a campesino: aprendizagens do Innova Ecovida e um olhar para o futuro em SPDH, bioinsumos, sementes e mudas de hortaliças”; “Agroecologia, juventude e o futuro da vida no campo”; “Respostas agroecológicas à crise climática” e “Rede Ecovida: política e formação – tecendo memórias, cultivando futuros”.

Participação do CETAP

O Centro de Tecnologias Alternativas Populares (CETAP) esteve presente com grande parte da sua equipe técnica, participando em conjunto com grupos de agricultoras, agricultores e pessoas envolvidas na transição agroecológica dos Núcleos Planalto e Alto Uruguai. O CETAP é responsável pelo acompanhamento técnico de famílias que integram a Rede Ecovida nessas regiões. Também participaram integrantes da equipe e famílias da região Campos de Cima da Serra, que teve a indicação de criação de um novo pré-núcleo aprovado durante o encontro.

O CETAP também realizou duas oficinas sobre a temática das Abelhas Nativas Sem Ferrão, que reuniu pessoas de diferentes regiões do sul do Brasil para aprofundar técnicas de manejo na criação de ANSF. Foi organizada uma banca institucional na feira Sabores e Saberes, onde foram distribuídos materiais e comercializados alimentos e produtos dos agricultores e agricultoras, com o objetivo de demonstrar a diversidade da produção regional. O empreendimento Encontro de Sabores também esteve envolvido na preparação da alimentação em um dos momentos festivos do evento. A participação da equipe do CETAP no evento contou com o apoio de projetos em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (Da Terra à Mesa) e da Fundação Banco do Brasil.


Buscar

Arquivo

Galeria de fotos

plugins premium WordPress